Justiça do Rio torna Payet réu por violência psicológica contra advogada

Payet é acusado de humilhar e manipular advogada durante relacionamento secreto. Justiça aceitou denúncia por violência psicológica, e processo segue sob sigilo no Rio.
Publicado por em Famosos dia | Atualizado em

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A Justiça do Rio de Janeiro transformou o ex-jogador do Vasco, Dimitri Payet, em réu por violência psicológica contra a advogada Larissa Ferrari. A decisão foi tomada na última sexta-feira (25) pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do VII Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, após o Ministério Público apresentar denúncia detalhada com base em danos emocionais sofridos pela vítima. O caso corre sob segredo de Justiça.

Pontos Principais:

  • Payet virou réu por violência psicológica contra a advogada Larissa Ferrari.
  • Justiça do RJ aceitou a denúncia com base em humilhações e manipulações relatadas.
  • Ministério Público pede condenação, indenização por danos morais e despesas médicas.
  • Defesa do jogador promete apresentar contraprovas e nega a versão da acusação.
  • Larissa afirma estar aliviada e espera que outras vítimas se sintam encorajadas.

De acordo com o Ministério Público, a relação entre Payet e Larissa começou nas redes sociais e evoluiu para encontros presenciais. Em um primeiro momento, o vínculo afetivo envolvia práticas consensuais descritas como ousadas, mas o relacionamento teria se deteriorado à medida que o jogador passou a demonstrar comportamentos manipuladores e degradantes. Larissa, segundo os promotores, foi levada a um estado de dependência emocional, desenvolvendo sintomas de ansiedade e depressão.

A Justiça do Rio aceitou denúncia contra Payet por violência psicológica. A acusação partiu do MP após investigação sobre seu relacionamento com Larissa Ferrari.
A Justiça do Rio aceitou denúncia contra Payet por violência psicológica. A acusação partiu do MP após investigação sobre seu relacionamento com Larissa Ferrari.

A denúncia destaca episódios de humilhação, expressões injuriosas e atitudes que ridicularizavam a advogada. O fato de Payet nunca ter assumido publicamente o relacionamento também é apontado como um fator agravante para o sofrimento da vítima, que teria enfrentado um processo de desestabilização psicológica progressiva durante a relação.

O Ministério Público pediu, além da condenação de Payet, o pagamento de indenização por danos morais e a cobertura de gastos com tratamentos de saúde de Larissa. A promotoria sustenta que os efeitos da violência ultrapassam o campo privado e se inserem em um contexto social mais amplo, exigindo resposta institucional firme diante de figuras públicas.

Em nota oficial, a advogada do jogador, Sheila Lustoza, afirmou que discorda da decisão, mas a respeita. A defesa pontuou que o momento processual permitirá apresentar uma versão distinta dos fatos, munida de provas e sustentada pela análise de contradições existentes na acusação. Segundo ela, o objetivo é desconstruir a narrativa apresentada pelo MP.

Larissa, por sua vez, declarou por meio de sua assessoria jurídica que vê na aceitação da denúncia um passo importante para si e para outras mulheres que enfrentam casos semelhantes. O escritório que a representa, Jorge Vacite Neto Advogados, elogiou o posicionamento do Judiciário e disse confiar na atuação das instituições que investigam e julgam casos de violência contra a mulher.

A defesa de Larissa destacou ainda que a decisão reafirma o compromisso das autoridades com a proteção da dignidade feminina, independentemente do status ou visibilidade do acusado. A equipe jurídica assegurou que continuará a atuar de forma rigorosa na busca pela responsabilização dos atos cometidos por Payet, reforçando o papel da Justiça na reparação de danos e na garantia de direitos fundamentais.

Fonte: G1.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.