Olivia Rodrigo protesta contra Trump e defende imigrantes em LA; Veja o que aconteceu
A cantora Olivia Rodrigo tornou-se um dos nomes mais proeminentes na oposição às operações de deportação conduzidas pelo governo dos Estados Unidos em Los Angeles. Com raízes filipinas e uma trajetória marcada pelo engajamento em causas sociais, Olivia usou sua visibilidade para protestar contra a ação do ICE, órgão federal de imigração, que prendeu dezenas de imigrantes em bairros como Westlake e Paramount. As ações desencadearam uma onda de manifestações populares que rapidamente tomaram as ruas da cidade.
Pontos Principais:
- Olivia Rodrigo criticou ações do ICE em bairros de imigrantes latinos.
- Cantora participou de protestos e divulgou recursos sobre direitos civis.
- Artistas como Tyler e Finneas também se manifestaram contra Trump.
- Governadora da Califórnia condenou o uso de tropas federais em LA.
- Lema No Kings Day simbolizou resistência das comunidades afetadas.
Em meio ao clima de medo causado pela presença militar nas periferias, a artista fez declarações incisivas nas redes sociais e reforçou que “LA não existiria sem imigrantes”. A comoção causada pelas batidas do ICE envolveu até relatos desmentidos, como uma suposta operação em uma loja da Home Depot, mas o impacto emocional foi imediato, gerando desconfiança generalizada entre moradores e ativistas locais.

A mobilização se intensificou com o surgimento do lema “No Kings Day”, adotado por milhares de manifestantes. As ruas foram tomadas por cartazes com coroas riscadas e bandeiras latino-americanas, criando um ambiente de resistência coletiva. A resposta popular mostrou-se organizada e pacífica, mesmo diante da repressão das tropas enviadas por ordem direta de Trump, algo criticado até por autoridades do próprio estado da Califórnia.
Diversos artistas se uniram a Olivia Rodrigo nesse posicionamento. Tyler, The Creator e Billie Joe Armstrong usaram suas plataformas digitais para condenar a repressão, enquanto Finneas relatou que foi atingido por gás lacrimogêneo durante uma manifestação. Kehlani e Tom Morello também aderiram ao coro de indignação. A movimentação foi interpretada como um momento de união entre cultura e ativismo, onde o palco se estendeu às ruas.
Gavin Newsom, governadora da Califórnia, fez duras críticas à presença militar nas ações. Segundo ela, o uso de fuzileiros e tropas nacionais em bairros civis fere a Constituição e configura abuso de poder federal. A governadora classificou as ações como uma escalada perigosa da retórica autoritária de Trump, levantando preocupações sobre os limites democráticos em tempos de tensão social.
Olivia Rodrigo, por sua vez, reforçou o caráter educativo de sua atuação, compartilhando links sobre direitos civis e informações sobre como se proteger em abordagens do ICE. Sua iniciativa Fund 4 Good, que já trabalha com educação de meninas e direitos reprodutivos, agora também se volta para a defesa dos imigrantes, ampliando o alcance de sua militância cultural.
O cenário em Los Angeles se tornou simbólico da disputa entre federalismo e resistência comunitária. A atuação da cantora, aliada à de outras figuras públicas, evidencia o papel da arte como forma de mobilização social. A escalada de medidas repressivas fortaleceu a percepção de que o discurso artístico pode ser uma barreira importante contra ações de cunho autoritário e xenófobo.
Fonte: Terra, Estrelando e Rollingstone.


































