No domingo, a ativista sueca Greta Thunberg embarcou no navio Madleen rumo à Faixa de Gaza, saindo de Catania, Itália, com uma missão humanitária que reúne ativistas de diversas partes do mundo. A iniciativa busca não apenas levar suprimentos básicos aos palestinos, mas também denunciar o bloqueio israelense, que dificulta a entrada de ajuda e mantém a população local em situação de escassez.
A bordo estão doze voluntários, entre eles o ator irlandês Liam Cunningham e a eurodeputada francesa Rima Hassan, que teve sua entrada em Israel proibida por sua oposição à ofensiva militar. O grupo pretende chamar a atenção internacional para a crise humanitária em Gaza, onde dois milhões de palestinos enfrentam falta de comida, medicamentos e recursos essenciais.
Durante coletiva de imprensa antes da partida, Greta Thunberg chorou ao dizer que o silêncio diante da situação equivale a um genocídio. Segundo ela, a missão de protestar e levar ajuda é um ato essencial para preservar a humanidade diante de tamanha tragédia. A ativista brasileira Thiago Ávila também participa, destacando o compromisso de apoiar o povo palestino e romper o cerco.
A viagem é marcada por desafios e ameaças, já que uma tentativa anterior em maio foi interrompida por um ataque de drones ao navio Conscience, em águas internacionais. Apesar de Israel não ter comentado oficialmente, os organizadores apontam o país como responsável pelo ataque, ressaltando a dificuldade e o risco que enfrentam para levar suprimentos à Gaza.
Israel nega as acusações de genocídio e classifica as críticas como antissemitas. Em maio, o governo permitiu a entrada limitada de ajuda, mas agências humanitárias e organizações internacionais afirmam que a entrega de suprimentos segue extremamente restrita, afetando gravemente as condições de vida da população.
O governo israelense alega que o bloqueio é necessário para pressionar o Hamas a libertar reféns capturados durante um ataque em outubro de 2023. Desde então, a ofensiva israelense causou a morte de mais de 52 mil palestinos, de acordo com autoridades de saúde em Gaza.
A missão atual visa não apenas levar alimentos e medicamentos, mas também abrir um corredor humanitário, reforçando a importância da solidariedade global diante do sofrimento em Gaza. Com vozes e histórias diferentes, o grupo espera chegar ao território palestino nos próximos dias, a menos que sejam interceptados novamente.
Fonte: Instagram, Aljazeera, Timesofisrael, G1 e Poder360.