Greta Thunberg lidera missão marítima à Gaza em protesto contra bloqueio de Israel

Em missão que partiu de Catania rumo à Faixa de Gaza, Greta Thunberg e outros ativistas buscam levar ajuda humanitária e protestar contra o bloqueio imposto por Israel. O grupo quer abrir um corredor humanitário e chamar a atenção para a crise na região. A bordo do navio Madleen estão também o ator Liam Cunningham e a eurodeputada Rima Hassan, além de diversos voluntários que se unem à causa.
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No domingo, a ativista sueca Greta Thunberg embarcou no navio Madleen rumo à Faixa de Gaza, saindo de Catania, Itália, com uma missão humanitária que reúne ativistas de diversas partes do mundo. A iniciativa busca não apenas levar suprimentos básicos aos palestinos, mas também denunciar o bloqueio israelense, que dificulta a entrada de ajuda e mantém a população local em situação de escassez.

Missão humanitária parte de Catania, Itália, liderada por Greta Thunberg, para levar ajuda à Faixa de Gaza e protestar contra o bloqueio israelense, destacando o apoio internacional à população palestina.
Missão humanitária parte de Catania, Itália, liderada por Greta Thunberg, para levar ajuda à Faixa de Gaza e protestar contra o bloqueio israelense, destacando o apoio internacional à população palestina.

A bordo estão doze voluntários, entre eles o ator irlandês Liam Cunningham e a eurodeputada francesa Rima Hassan, que teve sua entrada em Israel proibida por sua oposição à ofensiva militar. O grupo pretende chamar a atenção internacional para a crise humanitária em Gaza, onde dois milhões de palestinos enfrentam falta de comida, medicamentos e recursos essenciais.

Durante coletiva de imprensa antes da partida, Greta Thunberg chorou ao dizer que o silêncio diante da situação equivale a um genocídio. Segundo ela, a missão de protestar e levar ajuda é um ato essencial para preservar a humanidade diante de tamanha tragédia. A ativista brasileira Thiago Ávila também participa, destacando o compromisso de apoiar o povo palestino e romper o cerco.

A viagem é marcada por desafios e ameaças, já que uma tentativa anterior em maio foi interrompida por um ataque de drones ao navio Conscience, em águas internacionais. Apesar de Israel não ter comentado oficialmente, os organizadores apontam o país como responsável pelo ataque, ressaltando a dificuldade e o risco que enfrentam para levar suprimentos à Gaza.

Israel nega as acusações de genocídio e classifica as críticas como antissemitas. Em maio, o governo permitiu a entrada limitada de ajuda, mas agências humanitárias e organizações internacionais afirmam que a entrega de suprimentos segue extremamente restrita, afetando gravemente as condições de vida da população.

O governo israelense alega que o bloqueio é necessário para pressionar o Hamas a libertar reféns capturados durante um ataque em outubro de 2023. Desde então, a ofensiva israelense causou a morte de mais de 52 mil palestinos, de acordo com autoridades de saúde em Gaza.

A missão atual visa não apenas levar alimentos e medicamentos, mas também abrir um corredor humanitário, reforçando a importância da solidariedade global diante do sofrimento em Gaza. Com vozes e histórias diferentes, o grupo espera chegar ao território palestino nos próximos dias, a menos que sejam interceptados novamente.

Fonte: Instagram, Aljazeera, Timesofisrael, G1 e Poder360.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.