Hyundai HB20 volta a liderar ranking dos carros mais roubados em São Paulo em 2025
O primeiro semestre de 2025 expôs um retrato inquietante da segurança veicular em São Paulo. Mesmo com uma leve redução nas estatísticas de roubo e furto, o levantamento da Ituran Brasil, com base em dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública, confirmou que o Hyundai HB20 continua sendo o carro mais visado pelos criminosos. O hatch, símbolo de sucesso nas ruas e nas concessionárias, teve 1.295 ocorrências registradas apenas na capital e na região metropolitana, consolidando sua liderança indesejada.
Pontos Principais:
- O Hyundai HB20 lidera o ranking dos carros mais roubados em São Paulo em 2025, com 1.295 ocorrências.
- Ford Ka e Chevrolet Onix seguem como os modelos mais visados, impulsionados pela forte presença no mercado de usados.
- Veículos antigos e populares dominam os registros, somando mais de 9 mil casos no primeiro semestre.
- Carros novos com rastreamento de fábrica apresentaram queda significativa nos índices de furto e roubo.
Entre os modelos mais vulneráveis, o Ford Ka aparece em segundo lugar, com 1.182 registros. Mesmo fora de linha, o compacto segue movimentando o mercado de usados, o que o mantém atrativo para o crime. A lógica é simples: alta demanda por peças e facilidade de revenda no mercado paralelo. Essa dinâmica reforça um padrão que se repete há anos, em que veículos de manutenção barata e ampla frota circulante se tornam presas fáceis.

Logo em seguida vem o Chevrolet Onix, com 1.172 ocorrências. O hatch mais vendido do país em diversos anos mostra que sua popularidade também o torna alvo recorrente. Em quarto lugar está o Volkswagen Gol, veterano que, mesmo aposentado desde 2022, ainda figura entre os mais furtados. Foram 1.081 casos em 2025, número menor que os 1.414 do ano anterior, mas ainda suficiente para mantê-lo no grupo de risco.
Fechando o top 5, o Chevrolet Corsa somou 1.047 registros, confirmando que os modelos mais antigos continuam dominando os índices de criminalidade. Em seguida, o Fiat Uno aparece com 967 casos, o Fiat Argo com 779, o Fiat Mobi com 587, o Volkswagen Fox com 584 e a Fiat Strada com 527 ocorrências. Todos compartilham características em comum: peças fáceis de encontrar, manutenção acessível e um vasto mercado de reposição.
Os números revelam que veículos populares, principalmente com mais de dez anos de uso, concentram a maior parte dos casos — 9.813 ocorrências no total. Já os carros mais novos, produzidos nos últimos dois anos, apresentaram índices bem menores, reflexo direto do avanço tecnológico. A adoção de sistemas de rastreamento e bloqueio remoto, agora oferecidos de série em vários modelos, tem sido um fator decisivo na redução dos crimes contra veículos recentes.
A análise da Ituran evidencia uma mudança de comportamento dos criminosos. Enquanto os novos sistemas antifurto dificultam o acesso a veículos modernos, os modelos antigos e amplamente disseminados continuam sendo alvo prioritário. O mercado paralelo, alimentado pela procura por peças, cria uma economia subterrânea que resiste às ações de combate aos desmanches ilegais.
Para o motorista comum, o alerta é claro: estacionar em locais movimentados, manter o seguro em dia e adotar rastreadores adicionais ainda são medidas fundamentais. Embora os números indiquem uma leve melhora, o fato é que o risco permanece alto, sobretudo para quem dirige hatches compactos — o tipo de carro que mais circula nas ruas e, infelizmente, o que mais some delas.
Fonte: Terra.


































