Julgamento de Paulo Cupertino por triplo homicídio qualificado começa em SP
No Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, o julgamento de Paulo Cupertino Matias se reinicia nesta quinta-feira, reunindo a atenção de familiares, imprensa e curiosos que esperam respostas sobre o caso que chocou o país em 2019. Acusado de triplo homicídio qualificado, Cupertino é apontado como responsável pela morte do ator Rafael Miguel, de 22 anos, e de seus pais, João Alcisio e Miriam Selma, assassinados a tiros em frente à casa da família da então namorada de Rafael, Isabela Tibcherani.
Pontos Principais:
- Julgamento recomeça no Fórum Criminal da Barra Funda.
- Paulo Cupertino acusado de triplo homicídio qualificado.
- Primeiro júri foi dissolvido em 2024 após troca de defesa.
- Réu fugiu por três anos e passou por mais de 100 endereços.
A acusação contra Cupertino é de que ele tenha sido movido por não aceitar o relacionamento de sua filha com Rafael Miguel. De acordo com o Ministério Público, Cupertino disparou 13 vezes contra as vítimas no dia em que a família foi à residência conversar sobre o namoro, encerrando a discussão de forma brutal.

Após o crime, Cupertino fugiu e passou por aproximadamente 100 endereços diferentes, incluindo estadias no Paraguai e na Argentina, antes de ser finalmente capturado em maio de 2022 pela Polícia Civil. Durante esse período, a Justiça converteu sua prisão temporária em preventiva, tornando sua captura prioridade das autoridades brasileiras.
Em outubro de 2024, o primeiro julgamento de Cupertino foi dissolvido após ele destituir sua defesa, alegando “quebra de confiança” com seus advogados. Essa atitude forçou o reinício de todo o processo e abriu caminho para a formação de um novo júri, que deve ouvir novos depoimentos e decidir o destino do acusado.
A filha do acusado, Isabela Tibcherani, e a mãe dela, Vanessa Tibcherani, já testemunharam no primeiro júri, apontando Cupertino como o único possível autor dos assassinatos. Ambos os depoimentos confirmaram a recusa do acusado em aceitar o namoro e a escalada de violência que se seguiu.
Dois amigos de Cupertino também respondem pelo mesmo processo, acusados de ajudar na fuga e no esconderijo do réu logo após o crime. Embora o destino desses cúmplices ainda seja incerto, a expectativa é de que eles também sejam ouvidos durante o novo julgamento.
A audiência de hoje será aberta à imprensa, mas a gravação de imagens foi vetada, garantindo um ambiente controlado para o depoimento das testemunhas e a leitura das acusações. A retomada do caso reacende a comoção em torno do assassinato que interrompeu a vida de Rafael Miguel e seus pais, marcando mais um capítulo do drama que se arrasta desde 2019.
Fonte: Uol.


































