Bicicleta elétrica: Two Dogs lança e-bikes nacionais que desafiam rivais com preço e tecnologia no Brasil
O mercado brasileiro de bicicletas elétricas segue em expansão acelerada, e a Two Dogs decidiu reforçar sua presença com três novos modelos produzidos no Polo Industrial de Manaus. A marca, reconhecida por investir em soluções de mobilidade elétrica acessíveis, aposta em uma estratégia que combina design, tecnologia e fabricação nacional para conquistar diferentes perfis de consumidores.
Pontos Principais:
- Two Dogs lança Classic S3, Extreme E1 e Extreme X1 no Brasil.
- Modelos produzidos em Manaus com preços abaixo de R$ 10 mil.
- Versões urbanas e de mountain bike com autonomia de até 50 km.
- Mercado de e-bikes cresce mais de 120% no primeiro semestre de 2025.
O primeiro modelo apresentado foi a Classic S3, desenvolvida para o uso urbano e cotidiano. Com bagageiro traseiro, cesta frontal e autonomia de até 35 km, o modelo se destaca como uma alternativa prática para deslocamentos curtos. Pneus aro 29, suspensão dianteira e freios a disco garantem maior estabilidade, enquanto o farol de LED oferece segurança para quem circula em ambientes com baixa iluminação.

Já a Extreme E1 foi pensada para o público que procura aventuras fora do asfalto. Trata-se de uma mountain bike equipada com motor de 500W e câmbio Shimano de 7 marchas, que permite ajustes conforme o terreno. A bicicleta pode alcançar até 32 km/h e, com pneus aro 29 e suspensão dianteira, entrega mais conforto em trajetos irregulares.
Entre os lançamentos, a Extreme X1 aparece como a opção mais avançada e voltada ao desempenho. Também com motor de 500W, a e-bike oferece autonomia de até 50 km em condições ideais, suportando até 150 kg e vencendo inclinações de até 20º. O conjunto inclui quadro em alumínio, pneus 29 x 2.10, computador de bordo com tela LCD colorida e aplicativo de monitoramento integrado.
Outro diferencial da X1 é a bateria removível de lítio de 48V 10Ah, que proporciona praticidade no dia a dia, permitindo carregamento em diferentes locais. Assim como os outros modelos, ela conta com alarme com função liga/desliga, proteção IP66 contra poeira e jatos d’água, e freios a disco para maior segurança.
Os preços anunciados reforçam a estratégia competitiva da marca. A Classic S3 chega ao mercado por R$ 6.990, a Extreme E1 por R$ 7.990 e a Extreme X1 por R$ 8.990, todos valores abaixo da faixa de R$ 10 mil. Além do custo mais acessível em relação a concorrentes, a garantia de um ano, incluindo a bateria, oferece maior confiança ao consumidor.
O lançamento acontece em um momento de crescimento significativo do setor no país. Segundo a Aliança Bike, em 2024 foram comercializadas mais de 53 mil bicicletas elétricas no Brasil, um avanço de 7,2% em comparação ao ano anterior. Além disso, dados da Abraciclo apontam aumento de 122,6% na produção de e-bikes no primeiro semestre de 2025, superando 18 mil unidades fabricadas no Polo Industrial de Manaus, consolidando o setor como um dos mais promissores da mobilidade nacional.
É necessário CNH para bicicleta elétrica?
No Brasil, a legislação diferencia bicicleta elétrica de ciclomotor. As bicicletas elétricas que possuem potência de até 350W e velocidade máxima de 25 km/h não exigem habilitação, desde que possuam pedal assistido e não funcionem apenas no acelerador.
Se a bicicleta elétrica ultrapassar esses limites de potência e velocidade, passa a ser classificada como ciclomotor. Nesse caso, a legislação exige registro no Detran, emplacamento e a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Portanto, para a maioria dos modelos urbanos e recreativos vendidos no Brasil, não é necessária CNH. Mas é essencial verificar as especificações técnicas antes da compra, pois alguns modelos mais potentes podem se enquadrar em outra categoria.
Pode andar na chuva com a bicicleta elétrica?
As bicicletas elétricas modernas são projetadas para suportar o uso em diferentes condições climáticas, incluindo chuva leve ou moderada. Muitas contam com proteção IP, que indica resistência contra poeira e respingos de água.
No entanto, é importante evitar submergir componentes elétricos como motor e bateria em poças profundas ou enxurradas. Embora a vedação ofereça proteção, o contato direto com água em excesso pode reduzir a vida útil do sistema.
O ideal é utilizar a bicicleta em chuva leve com cuidado redobrado na frenagem, já que os freios podem perder eficiência em pista molhada. Após o uso, recomenda-se secar a bike, principalmente a corrente, para evitar corrosão.
Quantas horas aguenta a bateria da bicicleta elétrica?
A autonomia da bateria varia de acordo com o modelo, a capacidade em ampère-hora (Ah) e o estilo de uso do ciclista. Em média, as baterias de lítio atuais permitem rodar entre 25 km e 70 km com uma única carga.
O tempo de funcionamento também depende do terreno, do peso transportado e do nível de assistência elétrica utilizado. Em trechos planos e com pedalada leve, a bateria pode durar mais horas em comparação a subidas íngremes.
Na prática, a maioria das baterias aguenta entre 2h e 5h de uso contínuo. Já o tempo de recarga costuma ficar entre 4h e 6h em carregadores convencionais, oferecendo conveniência para o uso diário.
Quais são as vantagens e desvantagens da bicicleta elétrica?
Entre as principais vantagens estão a economia em relação a veículos motorizados, a praticidade no trânsito urbano e a possibilidade de pedalar longas distâncias com menor esforço. Além disso, são ecológicas, já que não emitem poluentes.
Outro ponto positivo é a versatilidade. A bicicleta elétrica pode ser usada tanto como bike comum quanto com assistência elétrica, adaptando-se a diferentes cenários, como deslocamentos para o trabalho ou lazer.
Por outro lado, as desvantagens incluem o preço mais elevado em comparação às bicicletas convencionais e a necessidade de recarga frequente. O peso adicional da bateria e do motor também pode dificultar o transporte em situações específicas.
Qual a bicicleta elétrica que não precisa de habilitação?
As bicicletas elétricas chamadas de “pedelecs” (pedal assistido) não exigem habilitação. Elas possuem limite de 350W de potência e atingem no máximo 25 km/h, além de exigir que o ciclista pedale para ativar o motor.
Esse tipo de bicicleta já é regulamentado pelo Contran, justamente por se enquadrar como bicicleta de uso recreativo ou urbano. Muitos modelos vendidos no Brasil seguem exatamente essas especificações para facilitar o uso sem burocracia.
Portanto, qualquer bicicleta elétrica que respeite esses limites de potência e velocidade não precisa de habilitação. Modelos urbanos e de entrada, geralmente voltados para mobilidade diária, costumam atender a essas regras.
É obrigatório o uso de capacete em bicicleta elétrica?
A legislação brasileira não obriga o uso de capacete para bicicletas convencionais, incluindo as elétricas que se enquadram nessa categoria. No entanto, órgãos de trânsito e especialistas em segurança recomendam fortemente o uso.
Em caso de bicicletas elétricas mais potentes classificadas como ciclomotores, o uso do capacete é obrigatório por lei. Essa exigência acontece porque esses modelos podem atingir velocidades maiores, aumentando o risco de acidentes.
Mesmo quando não é obrigatório, o capacete é considerado essencial para a proteção do ciclista. Ele reduz significativamente o risco de lesões graves em caso de quedas ou colisões, sendo um item fundamental de segurança.
Fonte: Twodogs.


































