Brasileira é presa sem mandado nos EUA após blitz e caso expõe falha grave no sistema migratório

Publicado por em Mundo dia

Caroline Dias GonçalvesCaroline foi parada por dirigir perto de um caminhão. Após ser liberada com advertência, agentes do ICE a abordaram novamente e a levaram sem mandado.

Caroline foi parada por dirigir perto de um caminhão. Após ser liberada com advertência, agentes do ICE a abordaram novamente e a levaram sem mandado.
, uma jovem brasileira de 19 anos, foi detida no dia 5 de junho de 2025 por agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, após ser parada em uma blitz de trânsito no Colorado. A universitária de enfermagem, que mora no país há 12 anos e é bolsista por mérito na Universidade de Utah, ficou mais de dez dias em um centro de detenção sem que houvesse mandado judicial, fato que gerou críticas jurídicas e mobilizações públicas em sua defesa.

Pontos Principais:

  • Caroline Dias foi presa pelo ICE após abordagem de trânsito sem mandado judicial.
  • A jovem mora nos EUA desde os 7 anos, é bolsista e não possui antecedentes.
  • O caso gerou mobilização com arrecadação de fundos e abaixo-assinado público.
  • A detenção ocorre em meio a aumento de prisões migratórias sob Trump.
  • Polícia do Colorado pode ter violado protocolos ao colaborar com o ICE.

Segundo relatos, Caroline havia sido parada por estar supostamente dirigindo muito próxima de um caminhão. Na ocasião, o policial a liberou com um simples aviso. Porém, pouco depois, foi novamente abordada, dessa vez por agentes do ICE, que realizaram a prisão. O advogado da estudante afirma que nenhuma ordem judicial foi emitida e que a detenção, nessas condições, pode ser considerada inconstitucional pelas leis americanas.

O caso chamou atenção por ocorrer no contexto do endurecimento das políticas migratórias dos EUA durante o segundo mandato de Donald Trump. Desde o início de junho, o número de imigrantes detidos subiu para cerca de 51 mil, recorde desde 2019. Embora as autoridades afirmem que as ações são voltadas a criminosos, muitos dos detidos, como Caroline, não têm antecedentes nem envolvimento com ilícitos.

A família da jovem, que entrou legalmente no país com visto de turista e aguarda resposta de um pedido de asilo protocolado anos atrás, diz estar em choque. Amigos próximos, como Megan Clark, relataram o impacto emocional da prisão. Megan foi uma das últimas pessoas com quem Caroline falou antes de ser levada e também uma das organizadoras de campanhas de arrecadação para custear a defesa da brasileira.

Caroline divide cela com outras 17 mulheres, muitas das quais falam apenas espanhol, o que dificulta a comunicação. A estudante relatou desconforto com a alimentação e o ambiente, e mantém contato com os pais apenas por telefone, mediante envio de créditos pela família. O isolamento geográfico também dificulta a atuação da defesa, uma vez que ela está detida longe de sua cidade e universidade.

A organização TheDream.US, que concedeu a bolsa de estudos à jovem, manifestou apoio público e lançou um abaixo-assinado pedindo sua liberdade, que já ultrapassa 1,8 mil assinaturas. A ONG destacou o risco de criminalização de estudantes e o impacto negativo em programas que promovem acesso à educação para imigrantes.

O consulado brasileiro em Los Angeles não havia sido acionado pela família até a publicação da reportagem, mas, após contato da imprensa, afirmou estar buscando informações junto às autoridades americanas. A possível colaboração indevida entre a polícia local e o ICE está sob investigação no Colorado, levantando questionamentos sobre o cumprimento das normas legais de conduta por parte das autoridades.

Fonte: Metropoles e Bbc.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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