“Guerra de 12 dias” chegou ao fim? Irã nega acordo de cessar fogo

Comunicado de Trump sobre cessar-fogo gerou expectativa global, mas foi rebatido por autoridade iraniana que exige fim dos ataques israelenses até as 4h. Israel segue sem se pronunciar. O clima permanece tenso após novo bombardeio em Teerã, e o Irã retaliou com mísseis e drones em larga escala, incluindo tentativa de ataque a base americana no Catar. O Iêmen declarou prontidão para entrar no conflito.
Publicado por em Mundo dia

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Horas depois de Donald Trump afirmar em sua rede social que um cessar-fogo entre Irã e Israel estava prestes a ser implementado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou qualquer acordo formal. Segundo ele, a única condição para interromper os ataques iranianos seria a cessação total da ofensiva israelense até as 4h, no horário de Teerã. Do lado israelense, o silêncio permaneceu, sem confirmação nem desmentido da versão apresentada por Trump.

Pontos Principais:

  • Trump anunciou cessar-fogo entre Irã e Israel, com previsão de início em 6 horas.
  • Irã desmentiu o acordo e afirmou que só cessará os ataques se Israel recuar até 4h.
  • Israel não comentou, mas bombardeou pontos centrais de Teerã, incluindo a prisão de Evin.
  • Irã retaliou com mísseis e drones, atacando Israel e mirando base americana no Catar.
  • Iêmen declarou apoio ao Irã e ameaça navios dos EUA no Mar Vermelho se houver nova ofensiva.

A resposta do Irã veio em tom de firmeza. Araghchi reforçou que a decisão final sobre qualquer cessar-fogo ainda será tomada, e destacou que as forças armadas do país continuariam a punir Israel “até o último minuto”. Ele também agradeceu publicamente aos militares iranianos pelo empenho e prontidão diante dos ataques. Na prática, o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos acabou sendo apenas mais um elemento num conflito que já acumula doze dias de trocas intensas.

Abbas Araghchi afirmou que só haverá recuo militar se Israel parar os ataques até as 4h. Até lá, segundo ele, a resposta iraniana continuará em curso.
Abbas Araghchi afirmou que só haverá recuo militar se Israel parar os ataques até as 4h. Até lá, segundo ele, a resposta iraniana continuará em curso.

Enquanto Trump projetava o fim da guerra como “um ato de coragem, inteligência e resistência” entre as duas nações, Israel realizava novos ataques aéreos contra pontos estratégicos no coração de Teerã. Os alvos incluíam o quartel-general da Guarda Revolucionária, a prisão de Evin — conhecida por abrigar presos políticos — e o emblemático “Relógio da Destruição de Israel” localizado na Praça Palestina. A ofensiva foi classificada como uma das mais intensas desde o início das hostilidades.

O Irã reagiu com o que chamou de 21ª operação militar desde o início do confronto. Os ataques não se limitaram ao território israelense: mísseis foram lançados também contra a base militar americana de Al Udeid, no Catar. De acordo com o Irã, a ação utilizou mísseis de propulsão sólida e líquida, além de drones suicidas, visando alvos distribuídos por várias regiões. Embora o Departamento de Defesa dos EUA tenha informado que não houve feridos, o gesto representou uma escalada preocupante.

O cenário se agravou ainda mais com o anúncio do Iêmen, que declarou apoio formal ao Irã e manifestou disposição para atacar navios de guerra dos Estados Unidos no Mar Vermelho, caso os americanos intensifiquem sua atuação contra Teerã. A movimentação reforça o temor de que o conflito se amplie para além das fronteiras de Israel e Irã, com impacto direto na estabilidade regional e nas rotas comerciais marítimas estratégicas.

No sábado anterior, os EUA haviam entrado oficialmente na guerra ao bombardear três instalações nucleares iranianas. A ofensiva americana foi a resposta direta a ações anteriores do Irã e ampliou a complexidade diplomática do conflito. Desde então, o país persa intensificou seu discurso e suas ações militares, lançando ofensivas sucessivas como forma de retaliação direta.

Na avaliação de especialistas em segurança internacional, o impasse evidencia uma disputa também narrativa. Trump tenta se colocar como fiador da paz, mesmo fora do poder executivo, enquanto os atores reais do conflito continuam a tomar decisões autônomas, guiadas por seus próprios interesses estratégicos e políticos. O desenrolar das próximas horas será decisivo para entender se há de fato alguma chance real de trégua — ou se tudo não passou de uma manobra de comunicação.

Fonte: Wikipedia, Metropoles, Correiobraziliense e Cartacapital.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.