A Honda apresentou no Japão a nova geração da CL250, motocicleta scrambler que une estilo clássico e soluções modernas para ampliar seu alcance entre os pilotos. O destaque da linha 2026 é a introdução da tecnologia E-Clutch, sistema eletrônico que dispensa o uso do manete de embreagem sem abandonar o câmbio manual, novidade que já havia sido vista em modelos de maior cilindrada da marca.
A chegada da CL250 representa mais do que apenas uma atualização estética. A moto recebeu alterações importantes no design e na ergonomia, como a pedaleira redesenhada para melhorar o encaixe dos pés, um assento com novo material interno que aumenta o conforto em trajetos mais longos e um painel revisto para reduzir reflexos sob luz solar, garantindo melhor visibilidade em condições diurnas.
O apelo scrambler permanece preservado com elementos característicos, como as rodas de 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, além do escapamento elevado. Esses detalhes reforçam o caráter aventureiro, sem abrir mão da praticidade para uso urbano. Para a nova linha, a Honda também ampliou a personalização com acessórios revisados e novas cores, incluindo viseira de farol, para-lamas elevados e capas laterais redesenhadas.
Em termos de motorização, a CL250 mantém o monocilíndrico de 249 cm³, capaz de entregar 24 cv a 8.500 rpm e 2,3 kgfm a 6.250 rpm, sempre acoplado ao câmbio de seis marchas com embreagem assistida e deslizante. Segundo dados oficiais, a média de consumo urbano chega a 34 km/l, enquanto em velocidade constante de 60 km/h pode atingir até 47 km/l com dois ocupantes, resultado favorecido pelo tanque de 12 litros.
O E-Clutch, lançado inicialmente na Europa em 2024, atua por meio de dois motores elétricos controlados por uma central eletrônica, que interpreta informações de sensores de rotação, velocidade, acelerador e pedal de câmbio. O sistema aciona automaticamente a embreagem quando necessário, permitindo trocas de marcha apenas com o pedal, sem esforço adicional. Apesar disso, o manete permanece disponível para quem prefere o estilo tradicional de pilotagem.
Diferente do DCT usado em modelos como Africa Twin e NC 750X, o E-Clutch não automatiza por completo o câmbio, mas suaviza a experiência. Ele mantém a essência do controle manual, eliminando o esforço repetitivo da embreagem e oferecendo mais fluidez no trânsito urbano ou em situações de arrancadas e reduções. Esse equilíbrio ajuda a tornar a tecnologia acessível a públicos mais amplos, sem afastar os puristas.
Com previsão de produção anual de 2.300 unidades no Japão, a CL250 2026 marca a expansão da tecnologia para motocicletas de menor cilindrada. Embora ainda não haja confirmação de lançamento no Brasil, a presença do recurso na CB 650R já mostra a estratégia da Honda em difundir o E-Clutch em diferentes segmentos. A CL250 surge, assim, como vitrine de inovação para mercados que buscam conforto, estilo e versatilidade em uma scrambler de médio porte.
Fonte: AutoPapo, Motoo e Motoo.