Jeju Air: pilotos desligaram motor funcional antes da queda do voo da Jeju Air na Coreia do Sul
A tragédia envolvendo o voo da Jeju Air, em dezembro de 2023, ganhou um novo elemento preocupante nas investigações conduzidas por autoridades da Coreia do Sul. Segundo relato feito por uma fonte que participou de reunião entre investigadores e parentes das vítimas, os pilotos da aeronave teriam desligado, durante a emergência, o motor esquerdo — justamente o que apresentava menos avarias após a colisão com aves.
Pontos Principais:
- Pilotos da Jeju Air desligaram o motor menos danificado após colisão com aves.
- Acidente causou 179 mortes e apenas dois passageiros sobreviveram.
- Investigação considera erro humano como fator decisivo no desastre.
- Reunião com famílias revelou o desligamento incorreto do motor esquerdo.
- Pressão cresce por mudanças nos protocolos de emergência e maior treinamento técnico.
O impacto com pássaros, que costuma ser administrável na aviação comercial moderna, foi o gatilho de uma sequência de decisões que culminaram no acidente aéreo mais letal da história sul-coreana. A bordo estavam 181 pessoas, das quais apenas duas sobreviveram. As novas informações apontam que os dois motores ainda estavam operando antes do impacto, reforçando a hipótese de erro operacional no gerenciamento da crise.
A decisão de desligar o motor menos afetado intriga especialistas e levanta questionamentos técnicos e institucionais. O procedimento em casos como esse exige avaliação precisa dos danos para manter a propulsão adequada e preservar o controle da aeronave. No entanto, ao isolar o motor mais íntegro, a tripulação teria reduzido drasticamente a capacidade de manobra, acelerando o desfecho trágico.
As reuniões com familiares das vítimas têm revelado detalhes até então desconhecidos. A última, realizada no fim de semana, trouxe à tona esse erro operacional considerado crítico por autoridades da aviação civil sul-coreana. A suspeita é de que a decisão foi tomada com base em uma avaliação equivocada dos instrumentos ou falha de comunicação entre os pilotos.
O modelo envolvido no acidente era um Boeing com histórico de segurança, o que contribui para focar as atenções no fator humano como principal vetor da tragédia. A colisão com aves é uma ocorrência frequente, porém raramente causa acidentes fatais, o que acentua a importância do comportamento da tripulação em situações adversas.
Desde o acidente, cresce a pressão sobre companhias aéreas e órgãos reguladores para intensificar treinamentos de resposta a falhas simultâneas de motor. Há também o debate em torno da instalação de câmeras dentro da cabine de comando, como forma de auditar com maior precisão as decisões tomadas em situações críticas, tema que já havia sido levantado após o acidente da Air India.
O caso da Jeju Air expõe mais do que uma falha isolada: revela as consequências devastadoras que um único erro de julgamento pode ter em um sistema complexo como o da aviação. As investigações seguem em andamento, mas o impacto da revelação já é suficiente para provocar uma reavaliação urgente de protocolos em nível internacional.


































