Pai mata ex-tenista indiana por inveja da renda da filha; caso choca a Índia

Radhika Yadav, ex-promessa do tênis, foi morta a tiros pelo pai em Nova Délhi. Deepak confessou o crime, motivado por inveja da carreira da filha. A polícia prendeu o suspeito no local.
Publicado por em Mundo dia

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Radhika Yadav, de 25 anos, foi assassinada a tiros pelo próprio pai, Deepak Yadav, na cozinha da casa da família em Nova Délhi, na Índia. O crime aconteceu na manhã de quinta-feira e foi presenciado, ainda que indiretamente, pela mãe da vítima, Manju, que inicialmente confundiu os disparos com o som de uma panela de pressão.

Pontos Principais:

  • Radhika Yadav foi assassinada pelo pai com três tiros em Nova Délhi.
  • Motivação do crime foi a inveja da renda da filha, segundo o próprio acusado.
  • Deepak usou um revólver .32 legalizado e foi preso em flagrante pela polícia.
  • Vítima era ex-tenista e administrava uma academia após encerrar carreira.
  • Crime causou comoção e pode ter pena máxima segundo a lei indiana.

Segundo a investigação policial, Deepak disparou cinco vezes contra a filha, atingindo-a três vezes. O motivo, de acordo com o depoimento do próprio acusado, seria a inveja da renda que Radhika vinha obtendo com seu trabalho. Mesmo após encerrar a carreira profissional no tênis por causa de uma lesão, ela havia aberto uma academia de tênis e mantinha uma vida financeira independente e bem-sucedida.

Radhika Yadav, ex-tenista de 25 anos, foi assassinada com três tiros pelo pai enquanto estava na cozinha de casa, em Nova Délhi. O crime ocorreu em 10 de julho.
Radhika Yadav, ex-tenista de 25 anos, foi assassinada com três tiros pelo pai enquanto estava na cozinha de casa, em Nova Délhi. O crime ocorreu em 10 de julho.

A arma usada no crime, um revólver calibre .32 legalizado e registrado em nome de Deepak, foi encontrada na sala de estar pela polícia, após ser acionada pelo tio da vítima, Kuldeep Yadav. Ele morava na mesma residência e ouviu os disparos. A mãe da jovem, ainda em estado de choque, disse à polícia que achou que tivesse ocorrido um acidente doméstico até encontrar a filha sem vida no chão da cozinha.

Radhika era considerada uma atleta promissora na juventude e chegou a conquistar títulos em categorias de base, o que lhe rendeu reconhecimento local e projeção no esporte. Após a lesão, decidiu se dedicar ao ensino do tênis, o que a levou a montar a própria estrutura esportiva, com alunos e rendimento constante.

De acordo com relatos de vizinhos e conhecidos à imprensa indiana, Deepak era alvo de piadas frequentes por não ter renda própria e depender financeiramente da filha. Amigos da família revelaram que ele se mostrava incomodado com a situação e que, em várias ocasiões, discutiu com a filha sobre sua independência.

O caso causou comoção em Nova Délhi e em outras regiões do país, especialmente pela trajetória da jovem no esporte e pelo fato de o crime ter ocorrido dentro de casa, em um ambiente familiar aparentemente estável. Nas redes sociais, diversas entidades esportivas e colegas de Radhika manifestaram indignação e tristeza com o ocorrido.

Na Índia, homicídios são punidos com prisão perpétua ou pena de morte em casos mais graves, a depender da interpretação jurídica. A Justiça do país ainda não confirmou se o caso será tratado sob a ótica de crime hediondo qualificado por motivo fútil ou se haverá agravantes adicionais por laço familiar.

Fonte: Revistamonet e Terra.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.