Arnold Schwarzenegger vê crise da Amazônia como chance de união política no Brasil
A plateia lotada da Expert XP 2025, em São Paulo, encerrou o dia com a fala de Arnold Schwarzenegger, que aos 77 anos ainda domina o palco com a mesma autoridade com que governou a Califórnia entre 2003 e 2011. Conhecido pelo discurso sobre autodisciplina, ele aplicou sua visão otimista também à crise climática, afirmando que toda crise — inclusive a ambiental — pode ser transformada em solução se for encarada com inteligência coletiva e cooperação política.
Pontos Principais:
- Arnold Schwarzenegger encerrou a Expert XP 2025 com discurso sobre crise climática.
- Defendeu que toda crise pode ser uma oportunidade se houver união e estratégia.
- Se reuniu com seis governadores brasileiros e falou sobre a COP30 e a Amazônia.
- Criticou a dependência excessiva do governo e incentivou ação popular e política.
Vestindo terno cinza, segurando o microfone com firmeza e gesticulando com energia, Schwarzenegger arrancou aplausos ao contar como superou a recessão e os apagões da Califórnia mobilizando tanto democratas quanto republicanos. Ele usou essa experiência como exemplo direto para os problemas ambientais brasileiros, principalmente os que envolvem a floresta amazônica.

Durante sua passagem pela Expert XP, ele se encontrou com seis governadores da região Norte — entre eles Helder Barbalho (PA) e Wilson Lima (AM) — para compartilhar uma mensagem de alerta e estímulo: a COP30, que será realizada em novembro em Belém, é uma oportunidade histórica para o Brasil assumir papel de liderança ambiental global, desde que haja união política interna.
Schwarzenegger afirmou que a fragmentação política no Brasil tem impedido avanços reais na proteção da Amazônia. Disse aos governadores que, assim como na Califórnia de sua época, é necessário ir além das disputas partidárias. Em suas palavras, “esquerda e direita estão todos juntos nessa crise”, reforçando que o problema ambiental não reconhece alinhamento ideológico.
Segundo ele, “é preciso estudar a crise”, identificando nela o ponto de partida para grandes transformações. A reunião com os governadores não foi protocolar. Ele teria feito questão de pontuar que o olhar estrangeiro está voltado para o Brasil — e que a COP30 representa uma chance rara de traduzir esse olhar em protagonismo real, desde que os líderes locais se comprometam com resultados práticos.
Apesar do tom inspirador, o ex-governador não poupou críticas às instituições. Disse que, embora o governo seja útil, não se deve delegar toda responsabilidade a ele. “Se as pessoas não tivessem se rebelado, as mulheres nos Estados Unidos não teriam conquistado o direito ao voto”, afirmou, defendendo mobilização popular e responsabilidade compartilhada.
Ele encerrou a fala dizendo que todos — inclusive os presentes no evento — têm “um poder tremendo” para promover mudanças. Pediu que as diferenças políticas fossem deixadas de lado em nome de objetivos comuns, e concluiu com uma frase direta aos brasileiros: “Tenho muito orgulho do Brasil”.


































