Novo CEO da Astronomer, Pete DeJoy, quebra o silêncio após escândalo de traição em show do Coldplay

A traição flagrada ao vivo em show do Coldplay custou o cargo do CEO da Astronomer e virou um pesadelo público para a empresa de IA.
Publicado por em Negócios dia

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

Foi numa daquelas noites em que tudo parecia inocente demais para dar errado. Um show do Coldplay, milhares de celulares gravando e, claro, a infame “câmera do beijo”. O que era para ser só mais uma brincadeira visual entre músicas virou o colapso público de um CEO de tecnologia. Andy Byron, ex-comandante da Astronomer, apareceu no telão abraçado com a chefe de RH da empresa, Kristin Cabot. Ela cobre o rosto. Ele tenta sair do enquadramento. Chris Martin até tentou aliviar o constrangimento no microfone. Não funcionou.

Pontos Principais:

  • CEO Andy Byron foi flagrado com diretora de RH em beijo cam durante show do Coldplay.
  • A exposição gerou memes, piadas e protestos nas redes sociais e no próprio setor de tecnologia.
  • Byron renunciou ao cargo após pressão e investigação interna na Astronomer.
  • Pete DeJoy assumiu o comando e publicou texto afirmando que “a base da empresa permanece sólida”.
  • Astronomer levantou US$ 93 milhões meses antes do escândalo e tenta preservar sua reputação no mercado.

A imagem viralizou em minutos. A internet, implacável, deu nome ao escândalo: Coldplaygate. Em poucas horas, memes, teorias e dossiês improvisados pipocavam nos grupos de tech no Slack, no X e no LinkedIn. Ex-funcionários surgiram como fênix das cinzas com histórias e indiretas sobre o “clima de startup” dentro da Astronomer. O que era só mais uma empresa nichada do meio de dados e IA virou trending topic global.

No show do Coldplay, um telão mostrou o que parecia ser um casal apaixonado. Era o CEO da Astronomer com a chefe de RH. E ele era casado.
No show do Coldplay, um telão mostrou o que parecia ser um casal apaixonado. Era o CEO da Astronomer com a chefe de RH. E ele era casado.

Andy Byron renunciou. A empresa confirmou. E quem assumiu o comando foi Pete DeJoy, cofundador e agora CEO interino. No maior espírito “damage control”, ele foi ao LinkedIn e escreveu um textão corporativo com direito a frases como “já enfrentamos tempestades antes” e “nossa missão é maior que qualquer momento isolado”. O holofote, segundo ele, foi “surreal”. Mas ele garante: os negócios continuam normalmente.

O curioso é que a Astronomer estava num dos seus melhores momentos. A empresa levantou US$ 93 milhões em maio, com apoio de pesos-pesados como Bain Capital e Salesforce. Era, literalmente, o tipo de startup que só sai no TechCrunch quando fecha rodada ou quando implode. Nesse caso, foram os dois. A implosão foi involuntária e pública — o que torna tudo ainda mais delicioso para quem assiste de fora.

Enquanto a empresa corre para manter a imagem de profissionalismo e resiliência, o episódio virou folclore instantâneo no Vale do Silício. Mascotes de times esportivos recriaram o flagra, fãs começaram a levar cartazes para shows com piadas internas, e até deepfakes apareceram colocando Andy Byron em outras situações constrangedoras. O limite do cringe corporativo foi expandido em alta resolução, num estádio lotado, sob a trilha sonora de “Fix You”.

Pete, agora CEO interino, diz estar focado em cuidar da equipe e dos clientes. Mas o que ninguém diz em voz alta é que o verdadeiro desafio não é técnico, nem financeiro: é sobreviver à era dos holofotes acidentais. Porque no fim, uma empresa de IA caiu por algo que nenhum algoritmo previu — a boa e velha vergonha alheia.

Fonte: Uol.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.