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Um ano depois de ver sua fábrica de motores ser destruída por um vendaval em Porto Feliz, Toyota consegue voltar a produzir 400 motores por dia enquanto prepara a reconstrução da unidade original

Toyota retoma produção de 400 motores por dia após vendaval em Porto Feliz, acumula 42 mil unidades e prepara reconstrução da fábrica para ampliar motores híbridos flex até 2028.

Um ano depois de ver sua fábrica de motores ser destruída por um vendaval em Porto Feliz, Toyota consegue voltar a produzir 400 motores por dia enquanto prepara a reconstrução da unidade original

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Três minutos separaram a retirada dos funcionários do desabamento de parte da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, no interior de São Paulo, durante o vendaval de 22 de setembro de 2025, uma tempestade que interrompeu a produção, danificou equipamentos e obrigou a montadora japonesa a reorganizar sua operação brasileira enquanto preparava o lançamento do Yaris Cross.

A energia caiu às 13h28, a chuva atingiu a estrutura e a água invadiu a área onde eram produzidos os motores, mas os trabalhadores já haviam sido reunidos em uma sala segura, seguindo o protocolo de emergência da empresa, uma medida que se mostrou decisiva diante da rapidez com que o teto cedeu.

Um ano após o vendaval que destruiu parte da fábrica de Porto Feliz, a Toyota recuperou a produção de motores no interior de São Paulo e já opera com produtividade equivalente à anterior.
Um ano após o vendaval que destruiu parte da fábrica de Porto Feliz, a Toyota recuperou a produção de motores no interior de São Paulo e já opera com produtividade equivalente à anterior.

Naquela mesma noite, a direção brasileira se reuniu com a matriz no Japão para discutir como manter o fornecimento de motores, enquanto a fábrica original permanecia comprometida e centenas de equipamentos precisavam ser retirados, avaliados e transferidos, uma operação que envolveu funcionários, fornecedores, concessionárias e negociações para férias e suspensão temporária dos contratos de trabalho.

A saída encontrada foi montar uma operação provisória em um condomínio logístico a 11 quilômetros da fábrica de Sorocaba, com previsão de funcionamento até 2028, enquanto a Toyota reconstrói Porto Feliz, uma mudança que exigiu transportar 622 equipamentos e antecipar obras de infraestrutura, incluindo uma subestação de energia que ficou pronta em três meses, quando o planejamento inicial previa dez.

A operação funciona em um condomínio logístico a 11 quilômetros da fábrica de Sorocaba, enquanto a unidade original passa por reconstrução, com conclusão prevista para 2028.
A operação funciona em um condomínio logístico a 11 quilômetros da fábrica de Sorocaba, enquanto a unidade original passa por reconstrução, com conclusão prevista para 2028.

A produção começou a voltar quatro meses depois da tempestade, com o primeiro motor 1.5 destinado ao Yaris Cross saindo da linha em 26 de janeiro de 2026, resultado de uma reorganização industrial que permitiu recuperar gradualmente a capacidade de fabricação sem esperar pela conclusão das obras na unidade atingida.

Um ano após o desastre, a operação reúne 373 trabalhadores, acumula 42 mil motores produzidos e alcança aproximadamente 400 unidades por dia, volume equivalente à produtividade anterior, enquanto a Toyota prepara a retomada da fundição nacional do motor 1.5 utilizado no Yaris Cross e mantém temporariamente no Japão a fundição do 2.0 da linha Corolla.

A reconstrução também modifica os planos industriais da fabricante para os próximos anos, pois a nova estrutura receberá reforços e melhorias nos processos de produção, com a intenção de ampliar a fabricação de motores híbridos flex e aumentar a participação de fornecedores brasileiros, enquanto determinados motores destinados à exportação continuam chegando da Indonésia para montagem local.

A produção de motores da Toyota funciona provisoriamente em um condomínio logístico a 11 km da fábrica de Sorocaba, enquanto a unidade original de Porto Feliz é reconstruída até 2028.
A produção de motores da Toyota funciona provisoriamente em um condomínio logístico a 11 km da fábrica de Sorocaba, enquanto a unidade original de Porto Feliz é reconstruída até 2028.

A Toyota não revelou quanto está gastando para recuperar a unidade, mas afirmou que os recursos foram financiados pela operação brasileira e que o seguro cobriu os danos provocados pela tempestade, sem incluir os lucros cessantes, enquanto o projeto integra um ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado pela montadora para o Brasil até 2030.

O plano é concluir a reconstrução até 2028 e devolver à fábrica de Porto Feliz uma função ainda maior na produção de motores para o Brasil e outros mercados, transformando uma operação emergencial criada depois da destruição do prédio em uma reorganização permanente da indústria nacional da Toyota.

A Toyota recuperou a produção, mas ainda precisa concluir a reconstrução da unidade atingida pelo vendaval e ampliar a fabricação nacional de motores híbridos flex. Você acredita que a recuperação de Porto Feliz pode fortalecer a indústria automotiva brasileira?

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