Vendaval em fábrica da Toyota em Porto Feliz paralisa produção no Brasil

A fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) foi destruída por vendaval e só volta ao ritmo máximo em 2026. Produção paralisada em Sorocaba e Indaiatuba afeta toda a operação no Brasil.
Publicado por em Negócios dia | Atualizado em

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O vendaval que atingiu Porto Feliz expôs a fragilidade de uma das operações industriais mais importantes do Brasil. A fábrica de motores da Toyota, responsável pelo abastecimento de veículos produzidos em Sorocaba e Indaiatuba, teve parte da estrutura arrancada pela força dos ventos que chegaram a 90 km/h. Mais de 800 trabalhadores foram diretamente afetados pela paralisação, embora a empresa tenha assegurado a manutenção dos empregos.

Pontos Principais:

  • Vendaval destruiu fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP).
  • Unidades de Sorocaba e Indaiatuba estão paralisadas sem previsão de retomada.
  • Mais de 800 trabalhadores afetados diretamente na planta atingida.
  • Produção plena só deve ser retomada em 2026 após reconstrução.

A dimensão da destruição impressiona. Telhas metálicas foram arremessadas a quilômetros de distância, enquanto funcionários buscavam refúgio improvisado entre máquinas para escapar dos estilhaços. Ao menos 30 pessoas ficaram feridas, todas sem gravidade. O cenário de calamidade obrigou o município a decretar estado de emergência, reforçando o impacto do fenômeno climático classificado pela Defesa Civil como microexplosão.

O vendaval em Porto Feliz atingiu em cheio a fábrica de motores da Toyota, que teve parte da cobertura arrancada. O cenário de destruição interrompeu a cadeia produtiva em todo o Brasil.
O vendaval em Porto Feliz atingiu em cheio a fábrica de motores da Toyota, que teve parte da cobertura arrancada. O cenário de destruição interrompeu a cadeia produtiva em todo o Brasil.

O efeito imediato foi a interrupção das linhas de montagem em Sorocaba, que empregam 4,5 mil pessoas e são responsáveis pela produção de veículos vendidos no mercado nacional e em exportações. A dependência direta da fábrica de Porto Feliz deixou a operação sem alternativas locais, levando à suspensão por tempo indeterminado.

Em meio ao impasse, a Toyota iniciou negociações com o sindicato dos metalúrgicos de Itu e Sorocaba. A pauta gira em torno de férias coletivas e suspensão temporária de contratos, medidas vistas como inevitáveis para atravessar os próximos meses. A empresa insiste que a prioridade é a segurança dos trabalhadores e a reconstrução da planta, mas a normalidade só deve ser atingida em 2026.

Ao mesmo tempo, a direção da montadora busca soluções no exterior. Unidades da Toyota em outros países podem fornecer motores, numa tentativa de reduzir o tempo de paralisação em Sorocaba e Indaiatuba. Essa estratégia mostra como a companhia se movimenta para não perder espaço em um mercado cada vez mais competitivo, enquanto rivais mantêm o ritmo de produção.

As imagens captadas de dentro da fábrica mostram corredores devastados e maquinário exposto. Parte dos funcionários se refugiou em áreas industriais, registrando cenas que revelam a vulnerabilidade da estrutura diante de fenômenos extremos. Veículos estacionados nas imediações também ficaram destruídos, reforçando a gravidade do evento.

O episódio levanta questões sobre resiliência da indústria frente às mudanças climáticas. Com ventos capazes de destruir telhados inteiros e comprometer linhas de produção, o setor automotivo brasileiro se vê obrigado a rever estratégias de segurança, proteção de ativos e garantias de continuidade produtiva em situações de risco.

Fonte: G1, Toyotacomunica e Agenciabrasil.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.