VaideBet: Empresários do sertanejo acusam Corinthians de calote milionário
O caso envolvendo o Corinthians e a empresa de apostas VaideBet ganhou novos contornos com o depoimento inédito de dois empresários do ramo sertanejo. Toninho Duetos e Sandro dos Santos Ribeiro afirmam ter sido os responsáveis por intermediar o encontro entre os executivos da VaideBet e a diretoria do clube paulista, culminando em um dos contratos mais valiosos da história do futebol brasileiro: R$ 360 milhões em patrocínio.
Pontos Principais:
- Empresários afirmam ter intermediaram reunião entre VaideBet e Corinthians.
- Contrato gerou R$ 360 milhões, mas comissão de 7% não foi paga a eles.
- Valor da comissão foi repassado a outra empresa, alvo de investigação.
- Corinthians diz ser vítima e ex-presidente Augusto Melo nega tratativa.
- Clube enfrenta crise política e protestos após revelações do caso.
Os empresários dizem que apresentaram o CEO da VaideBet, André Rocha, ao então presidente do Corinthians, Augusto Melo, em uma reunião marcada por eles em São Paulo. Segundo os relatos, a expectativa era receber uma comissão de 7% pela intermediação, prática considerada comum no mercado. Eles relatam que essa comissão nunca foi paga, embora todos os envolvidos soubessem previamente do acordo.
Durante o encontro, estavam presentes o próprio Augusto Melo, o diretor administrativo do Corinthians, Marcelo Mariano, além de Sandro, Toninho e André Rocha. Após uma pausa na conversa, Melo teria deixado a sala, e Mariano informou que a comissão só poderia ser paga a uma empresa previamente cadastrada no clube, o que surpreendeu os empresários.
Sandro relatou que questionou de imediato a mudança de postura e demonstrou desconforto com o direcionamento do pagamento para outra empresa. De acordo com o inquérito conduzido pelo Ministério Público, a empresa que recebeu R$ 1,4 milhão da comissão não participou da negociação e foi usada para desviar valores, com parte dos recursos chegando a contas de laranjas.
Para os empresários, o contrato de intermediação deveria ter sido firmado com a empresa deles, como é de praxe em negociações desse tipo. O advogado Lélio Aleixo, que representa Sandro, reforça que a responsabilidade do pagamento, conforme prática de mercado, recai sobre quem recebe o patrocínio — neste caso, o Corinthians.
O clube afirma que foi vítima de fraude e nega ter acordado qualquer pagamento com os empresários. Já Augusto Melo, hoje afastado da presidência, declarou que jamais tratou com a dupla sobre comissões. A defesa de Marcelo Mariano reforça que não houve qualquer tratativa nesse sentido.
A denúncia gerou instabilidade no clube, que passou por protestos e tensão política. Torcedores chegaram a invadir o Parque São Jorge exigindo mudanças na gestão. A crise interna se agravou com o afastamento de Melo e os desdobramentos da investigação, que ainda seguem em andamento com foco no suposto desvio de recursos.


































