O mercado brasileiro de motocicletas fechou agosto de 2025 com sinais de desaquecimento, principalmente entre os modelos mais tradicionais da Honda. Dados divulgados até o dia 29 do mês indicam retração no volume de vendas diárias em comparação com julho, mesmo que os números absolutos sigam expressivos.
A Honda CG 160, líder absoluta do setor, registrou 41.313 unidades vendidas, mas apresentou queda de 4,4% na média diária de comercialização em relação ao mês anterior. A moto, que tradicionalmente encabeça o ranking, continua representando o modelo mais popular do país, mesmo em um contexto de desaceleração.
Na sequência, a Honda Biz atingiu 21.439 unidades comercializadas, retraindo 4,6% em relação a julho. A Biz mantém forte presença entre consumidores urbanos, mas a queda revela uma desaceleração generalizada do mercado, afetando até mesmo produtos que são referência em confiabilidade e praticidade.
Completando o pódio, a Honda Pop 110i alcançou 17.069 vendas em agosto, queda de 8,3% sobre a média do mês anterior. O modelo, voltado para deslocamentos curtos e uso cotidiano, foi um dos que mais sentiram a retração proporcional entre as motocicletas da marca.
Na quarta posição surge a Honda NXR 160, com 16.257 unidades vendidas, recuo de 14,4% frente a julho. Esse resultado chama atenção, pois trata-se de um modelo associado a resistência e versatilidade, muito utilizado em regiões fora dos grandes centros.
A exceção entre as mais vendidas foi a Mottu Sport 110i, que encerrou agosto com 9.299 unidades comercializadas, crescimento de 2,8% em relação ao mês anterior. O desempenho positivo indica espaço para marcas menos tradicionais diante de um mercado dominado pela Honda e pela Yamaha.
Modelos da Yamaha, como a YBR 150, com 7.684 unidades vendidas e ligeira queda de 0,6%, e a Fazer 250, que somou 4.197 unidades, confirmam a manutenção da marca como segunda força do mercado. Já a Shineray apresentou avanço em alguns modelos, como a XY 125, que cresceu 2,3%, e reforçou a presença no segmento de baixa cilindrada.
O levantamento também mostra quedas mais acentuadas em motocicletas de maior cilindrada, como a Honda XRE 300, que recuou 17,7%, e a Yamaha NMax, que registrou retração de 10,7%. Esses números evidenciam que a desaceleração não se restringe apenas ao segmento de entrada, atingindo diferentes perfis de motocicletas.
Fonte: Fenabrave.