Honda HR-V 2026 oferece parcelas de R$ 908, mas saldo final assusta compradores
No mercado automotivo nacional em constante disputa, o novo Honda HR-V EX CVT 2026 surge com uma oferta que chama atenção pelo baixo valor das prestações: R$ 908,81 mensais ao longo de 48 meses. É uma aposta do banco da própria fabricante via o plano Evolution Honda Especial. Mas logo de início, o cenário exige cautela: a proposta exige que o comprador deposite 65% do valor como entrada — em torno de R$ 106.080 sobre um preço de tabela de R$ 163.200. O restante vira prestações fixas, e ao final sobra um saldo devedor considerável.
Pontos Principais:
- Entrada de 65% do valor do HR-V: R$ 106.080 sobre preço de R$ 163.200.
- Mensalidades fixas de R$ 908,81 durante 48 meses.
- Saldo devedor de R$ 57.131,21 (35% do valor do carro) ao final.
- Custo total da operação somado: R$ 206.834,09.
- Taxa de juros inicial de 1,37% ao mês, que encarece o crédito ao longo do tempo.
Essa “prestação leve” esconde um ponto decisivo: o balão de R$ 57.131,21, equivalente a cerca de 35% do valor do veículo. Na ponta do lápis, o comprador terá desembolsado, entre entrada, parcelas e esse débito final, impressionantes R$ 206.834,09. Ou seja, um valor 26,7% superior ao preço de tabela inicial do SUV.

Para que a conta faça sentido, métodos de quitação emergem: pagar o valor total, refinanciar o saldo ou usar o veículo como parte de pagamento em troca futura. Essa estratégia tende a atrair quem pretende renovar o carro antes dos 48 meses, evitando arcar com o montante residual. Mas para quem planeja conservar o veículo por mais tempo, o custo efetivo pode virar armadilha financeira.
A taxa de juros aplicada no plano parte de 1,37% ao mês — índice elevado que, multiplicado ao longo do tempo, inflaciona o valor final pago. O custo do crédito acaba por superar todas as expectativas miradas pelas parcelas baixas. Afinal, embora pareçam acessíveis, essas mensalidades são apenas parte de um pacote que impõe um desembolso futuro pesado.
Se comparado a financiamentos convencionais sem balão, esse formato exige perfil de consumo bem calculado: controle de fluxo, projeção de troca e tolerância ao risco de mercado — seja na revenda do automóvel ou no valor de mercado do modelo que substituirá.
Mesmo com atrativos visuais e promessa de parcelas populares, a oferta contém armadilhas escondidas no longo prazo, especialmente para aqueles que pretendem manter o carro por mais tempo. A promessa de “facilidade mensal” precisa ser lida não como ponto final, mas como ponto de partida para decisões bem informadas.
Fonte: Bancohonda e Terra.


































