Renault Duster 2026 fica até R$ 2,6 mil mais caro e perde vantagem no segmento

O Renault Duster 2026 ficou até R$ 2.600 mais caro em outubro. Mesmo sem mudanças visuais ou mecânicas, todas as versões tiveram aumento, e o SUV agora parte de R$ 141.990, elevando a disputa no segmento dos compactos.
Publicado por em Mercado Automotivo dia

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Comprar um Renault Duster em outubro de 2025 ficou mais caro. A Renault reajustou os preços de toda a linha do SUV, aplicando aumentos que variam de R$ 2.100 a R$ 2.600. Mesmo sem alterações estéticas, de motor ou equipamentos, o modelo agora parte de R$ 141.990 na versão Intense Plus 1.6 manual. O Duster, que já se destacava pelo custo-benefício entre os SUVs compactos, começa a perder terreno diante da concorrência, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo.

Pontos Principais:

  • Renault Duster 2026 fica até R$ 2.600 mais caro em outubro.
  • Não houve mudanças em design, motor ou equipamentos.
  • Versões 1.6 e 1.3 turbo seguem com câmbio manual e CVT.
  • Preços variam de R$ 141.990 a R$ 176.990 em toda a linha.

A decisão da Renault reflete o cenário atual da indústria automotiva, pressionada pela inflação de insumos e pelo câmbio. O reajuste foi aplicado em todas as configurações, tanto nas opções com câmbio manual quanto automático do tipo CVT. Com o novo preço, a versão Intense Plus 1.6 CVT passou a custar R$ 151.690, enquanto a Iconic Plus 1.6 CVT subiu para R$ 161.900.

O Renault Duster 2026 teve reajustes entre R$ 2.100 e R$ 2.600 em outubro, afetando todas as versões. Mesmo sem mudanças, o SUV ficou mais caro e agora parte de R$ 141.990.
O Renault Duster 2026 teve reajustes entre R$ 2.100 e R$ 2.600 em outubro, afetando todas as versões. Mesmo sem mudanças, o SUV ficou mais caro e agora parte de R$ 141.990.

O aumento mais expressivo foi registrado na configuração topo de linha, Iconic Plus 1.3 turbo, que ganhou R$ 2.600 e agora custa R$ 176.990. Essa versão entrega o motor 1.3 turbo flex de 162/170 cv e 270 Nm, acoplado ao câmbio CVT que simula oito marchas. Mesmo com o bom desempenho e torque elevado, o consumidor não encontra nenhuma novidade em relação à linha anterior.

No campo mecânico, o Duster segue com as mesmas opções. As versões 1.6 SCe flex de 118/120 cv continuam com tração dianteira, entregando condução simples, mas eficiente para uso urbano e viagens curtas. Já o 1.3 turbo, mais refinado e potente, é voltado ao público que busca desempenho superior e respostas mais imediatas.

Internamente, o SUV mantém o mesmo acabamento e conjunto de equipamentos. A versão Iconic Plus preserva diferenciais como chave presencial, rodas de 17 polegadas, sistema de câmeras, alerta de ponto cego e detalhes cromados, que reforçam a proposta de um carro completo dentro da faixa de preço, ainda que sem inovações significativas em 2025.

Com os novos valores, o Duster se aproxima de concorrentes que oferecem mais tecnologia e conectividade. O aumento reduz a margem de vantagem em relação a SUVs como o Fiat Pulse, o VW T-Cross e o Nissan Kicks, todos com propostas mais modernas de design e segurança.

Ainda assim, o modelo segue sendo uma escolha racional para quem prioriza robustez e manutenção acessível. Sua estrutura resistente e o conjunto mecânico confiável continuam a ser diferenciais, mas o reajuste de preços sem avanços concretos coloca a Renault diante do desafio de manter o apelo do Duster no segmento.

Fonte: Terra e Automaistv.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.