Seguradora quebra regra sagrada, libera uso de carros em pistas de corrida e assume a conta se der PT no seu importado
Pontos Principais:
- Seguro passa a cobrir colisões em track day, algo antes excluído das apólices no Brasil.
- Indenização varia de R$ 150 mil a R$ 300 mil, com franquia de 10% sobre o limite.
- Uso é restrito a autódromos homologados e eventos de pilotagem autorizados.
- Cobertura não inclui competição, danos a terceiros nem desgaste de pneus ou freios.

A Porto Seguro passou a cobrir track day no Brasil e abriu uma exceção histórica ao garantir colisões em pista, com indenização de até R$ 300 mil. A consequência é imediata, quem anda em autódromo deixa de assumir sozinho um prejuízo que antes era integral.
A novidade muda a lógica do seguro para esportivos e carros de luxo porque reconhece um uso que sempre existiu, mas ficava fora do contrato. Track day não é corrida, não é racha, é treino controlado, com regras claras e ambiente fechado. Mesmo assim, qualquer batida virava dor de cabeça sem amparo. Agora, o proprietário pode explorar o carro com mais tranquilidade, sabendo que há um limite de proteção definido.
A cobertura entra como adicional em apólices de categorias superiores, válidas para carros a partir de R$ 350 mil e que podem chegar a veículos avaliados em até R$ 10 milhões. O limite máximo de indenização varia entre R$ 150 mil e R$ 300 mil, conforme o perfil, com franquia de 10% sobre esse valor. Não é um salvo-conduto para exageros, mas um colchão financeiro quando algo dá errado.
Há regras claras. O seguro só vale em autódromos homologados pela FIA e pela CBA, o que restringe o uso a cinco pistas no país, como Interlagos, Velopark, Velo Città e os circuitos internacionais de Brasília e Goiânia. Também só entram programas de track day e cursos de pilotagem previamente aceitos, organizados por empresas conhecidas do meio.
O contrato exclui competição, danos a terceiros e tudo que não seja colisão. Desgaste de pneus, freios ou manutenção segue fora, assim como qualquer evento fora das condições previstas. Usou a cobertura, ela não é reposta. É simples e direto, como deveria ser desde o começo.
Segundo o Uol, o preço mostra que não se trata de algo simbólico. Em uma simulação com um BMW M2 avaliado em R$ 730 mil, a proteção de pista custa R$ 4.127 além do seguro tradicional, que gira em torno de R$ 18 mil. Em um Porsche 718 Boxster acima de R$ 1,3 milhão, o adicional fica perto de R$ 3.939, enquanto a apólice convencional encosta em R$ 30 mil.
Não é barato, nem pretende ser. Mas, para quem frequenta autódromo, o recado é claro, bater em track day deixou de ser um prejuízo sem saída. O risco passou a ter limite.



































