Volkswagen Nivus 2026 aumenta preços em até R$ 6,7 mil e agora encosta no Corolla Cross

A VW Nivus 2026 teve seus preços elevados em até R$ 6,7 mil sem alterações técnicas ou visuais, mantendo motorizações 1.0 TC e 1.4 TC, agora com valores que o aproximam do Toyota Corolla Cross 2026, exigindo nova avaliação de custo-benefício.
Publicado por em Mercado Automotivo dia

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A atualização de preços do Volkswagen Nivus 2026 reflete uma estratégia clara da montadora, que optou por manter os mesmos pacotes mecânico e estético e transferir o impacto dos custos para o consumidor. A versão Comfortline, que anteriormente era vendida por R$ 146.290, passou para R$ 153.000, enquanto a Highline subiu de R$ 163.290 para R$ 167.990 e a GTS de R$ 180.000 para R$ 185.000. A versão Sense permanece em R$ 119.990 para seguir habilitada às isenções PCD.

Pontos Principais:

  • Preços da versão Comfortline aumentaram em R$ 6,7 mil para R$ 153.000.
  • Versão GTS agora custa R$ 185.000 e se aproxima do valor do Corolla Cross 2026.
  • Motores continuam os mesmos: 1.0 TC (116/128 cv) e 1.4 TC (150 cv) iniciados pela VW.
  • Não houve alterações nos equipamentos, visual ou motorização da gama Nivus 2026.

A motorização permanece inalterada: nas versões Sense, Comfortline e Highline encontramos o motor 1.0 turboflex de 116/128 cv e 20,4 mkgf de torque combinado à transmissão automática de seis marchas. A GTS conserva o motor 1.4 turboflex de 150 cv e 25,5 mkgf de torque com o mesmo câmbio. A aceleração de 0 a 100 km/h da versão GTS é 8,4 segundos e a velocidade máxima oficial é 206 km/h, enquanto as demais versões marcam ao menos 10 segundos e 192 km/h.

A versão GTS mantém o motor 1.4 turboflex de 150 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos, entregando desempenho esportivo dentro da linha.
A versão GTS mantém o motor 1.4 turboflex de 150 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos, entregando desempenho esportivo dentro da linha.

Em termos de conteúdo de série a versão Sense já traz seis airbags, sistema start & stop, multimídia de 10 polegadas com conexão sem fio, LED nos faróis e lanternas, ar-condicionado, volante multifuncional, coluna de direção ajustável, retrovisores elétricos tilt-down, sensores de estacionamento traseiros, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma de emergência. A Comfortline adiciona chave presencial, carregador de celular sem fio, câmera de ré e piloto automático adaptativo ACC. A Highline acrescenta bancos em couro sintético, retrovisor interno fotocrômico, grade iluminada em LED, painel digital de 10,2 polegadas, sensores de chuva e crepuscular e detector de fadiga. Já a GTS se destaca por decoração esportiva, sistema de estacionamento semiautônomo Park Assist, monitores de ponto-cego, assistente de permanência de faixa, pedaleiras esportivas e seletor de modos de condução.

O posicionamento de preço torna a GTS particularmente interessante ou polêmica, dependendo da perspectiva: por cerca de R$ 185.000 ela encosta no patamar do Corolla Cross 2026, que já se aproxima dos R$ 189.000, reduzindo a diferença para concorrentes como o Jeep Compass Sport em cerca de R$ 20.000 ou ficando apenas R$ 6.000 abaixo do valor do Tiggo 8 Pro. Essa convergência exige que o consumidor avalie com muito rigor se a proposta do Nivus atende suas prioridades e expectativas.

Apesar do aumento expressivo, não houve mudanças no visual, equipamentos ou motorização, o que deixa claro que o reajuste é uma resposta à inflação de custos, à pressa de escalar margens ou à realocação de preço dentro da gama Volkswagen. Para potenciais compradores isso significa que o valor a mais pago não traz acréscimo direto de tecnologia ou performance.

Do ponto de vista de um editor automotivo experiente, tal movimento exige atenção: se um modelo passa a ficar mais caro sem evoluir, sua atratividade frente à concorrência pode sofrer erosão. Em um mercado cada vez mais competitivo, com híbridos e elétricos ganhando espaço, o consumidor tem mais alternativas e espera mais por seu investimento.

Em síntese, a nova tabela da VW para o Nivus 2026 reforça a necessidade de olhar além da ficha e considerar a proposta completa da versão, o perfil de uso, os futuros custos e o valor residual — aspectos que se tornam ainda mais relevantes quando o preço se aproxima de SUVs maiores ou mais experientes no mercado.

Fonte: Mundodoautomovelparapcd e Motorshow.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.