Paulo Cupertino é condenado por morte de ator de Chiquititas

Em meio a fortes discursos e intensa comoção, Paulo Cupertino foi condenado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele em 2019, durante o julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda. Os outros dois réus foram absolvidos, mesmo com relatos de terem ajudado Cupertino a se esconder após o crime, marcando o desfecho de um caso que mobilizou a opinião pública.
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O julgamento de Paulo Cupertino pela morte do ator Rafael Miguel e dos pais dele chegou ao fim nesta sexta-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Após dois dias de debates acalorados e depoimentos emocionados, o júri popular decidiu pela condenação de Cupertino. O crime ocorreu em 2019, quando o empresário, inconformado com o namoro da filha, matou o ator e seus pais a tiros.

6 - O veredito final, que condenou Cupertino, encerra um dos casos mais notórios dos últimos anos no país, marcando a sentença de um crime que chocou e mobilizou a opinião pública.
6 – O veredito final, que condenou Cupertino, encerra um dos casos mais notórios dos últimos anos no país, marcando a sentença de um crime que chocou e mobilizou a opinião pública.

Durante a sessão, que começou às 10h33 com a fase de debates entre acusação e defesa, a promotoria e os advogados de Cupertino travaram uma disputa ferrenha. A defesa alegou que o réu não era o assassino e que havia inconsistências na acusação. Em resposta, o Ministério Público questionou quem teria cometido o crime, caso Cupertino fosse inocente, e destacou a gravidade dos atos.

No primeiro dia de julgamento, o empresário foi interrogado e negou participação no crime, mantendo a cabeça baixa e as mãos unidas sobre o colo. Ele afirmou que não aceitou o relacionamento da filha, mas não teria atirado contra Rafael e seus pais. A defesa sustentou que a acusação era frágil e baseada apenas em suposições.

A audiência teve momentos tensos, como quando a advogada de Cupertino, Juliane, comparou a pressão sobre seu cliente à situação enfrentada por Suzane Richthofen, outro caso de grande repercussão. Ao mesmo tempo, dois promotores se mostraram incomodados com a fala e chegaram a rir, provocando uma reação do juiz que os advertiu formalmente no tribunal.

Os outros dois réus no processo, Eduardo Machado e Wanderley Senhora, foram absolvidos. Segundo as investigações, eles teriam ajudado Cupertino a fugir e se esconder após o crime, mas colaboraram com as autoridades durante a fase de instrução. A defesa deles argumentou que não tiveram outra escolha e que foram levados a ajudar por pressão.

O promotor Rogério Zagallo destacou durante a réplica do Ministério Público que não restavam dúvidas sobre a culpa de Cupertino. Ele chegou a apontar diretamente para o réu, afirmando que era ele quem havia disparado contra as vítimas. Mesmo com a saída de Cupertino da sala durante parte da réplica, o empresário retornou para ouvir a conclusão da acusação.

A sentença de condenação encerra um dos casos mais acompanhados pela mídia nos últimos anos. Paulo Cupertino, visivelmente abatido, ouviu o resultado final ao lado de seus advogados. Ele ainda poderá recorrer da decisão, mas o veredito do júri popular selou o destino do empresário, responsável por uma tragédia que comoveu o país em 2019.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.