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Perícia da PF apura fraudes em assinaturas para descontos no INSS e apreende documentos

Investigadores tentam desvendar um possível esquema de falsificação em larga escala envolvendo autorizações de desconto em aposentadorias do INSS. A Polícia Federal iniciou uma força-tarefa com peritos em grafoscopia para confirmar se as assinaturas são autênticas ou fraudadas. A apuração inclui a análise de celulares e discos rígidos, inclusive do ex-presidente do INSS, com suspeitas de envolvimento e anotações com cifras milionárias.

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Em meio às suspeitas de fraude nos descontos aplicados em aposentadorias, peritos da Polícia Federal iniciaram um processo técnico de análise grafoscópica para confirmar a veracidade das assinaturas de beneficiários supostamente vinculados a entidades conveniadas ao INSS. A ação ocorre após denúncias de que muitas permissões para desconto foram obtidas de forma irregular.

Pontos Principais:

  • PF investiga falsificação de assinaturas em autorizações de desconto no INSS.
  • Peritos analisam documentos e celulares com ordem judicial para apurar fraudes.
  • Material apreendido com ex-presidente do INSS inclui anotações suspeitas.
  • Objetivo é identificar responsáveis e mensurar prejuízo aos aposentados lesados.

Essa etapa, realizada no Instituto Nacional de Criminalística (INC), visa detectar se os nomes de aposentados foram usados sem consentimento. A técnica de grafoscopia compara documentos manuscritos com amostras autênticas dos envolvidos, buscando sinais de falsificação. A PF quer saber quem falsificou, quando e como essas fraudes ocorreram.

Peritos avaliam documentos apreendidos e investigam 200 celulares. A suspeita é de falsificação em massa com envolvimento de entidades conveniadas - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Peritos avaliam documentos apreendidos e investigam 200 celulares. A suspeita é de falsificação em massa com envolvimento de entidades conveniadas – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Além das assinaturas, o foco das investigações inclui dispositivos eletrônicos. Celulares de cerca de 200 pessoas estão sendo periciados para detectar comunicações, arquivos e registros apagados que possam esclarecer a dinâmica e a autoria da fraude. A análise é amparada por ordem judicial.

Os agentes também investigam o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, de quem foram apreendidos celular, HD, pen drive e documentos. Anotações manuscritas encontradas em seu apartamento, com referências ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) e valores de R$ 150 milhões, reforçam as suspeitas.

Com o material obtido, os investigadores tentam entender se existia um esquema organizado para incluir aposentados em associações sem consentimento, gerando descontos mensais irregulares. O material apreendido pode revelar conexões entre funcionários, entidades e beneficiários.

O trabalho dos peritos é considerado essencial para identificar a escala do problema. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a fraude pode ser identificada inclusive por detalhes de como cada assinatura foi forjada, reforçando a robustez das provas colhidas.

O caso representa mais um desafio para o INSS e o governo federal, que já enfrentam ações judiciais relacionadas ao tema. A Justiça chegou a cobrar explicações urgentes do Executivo sobre os descontos indevidos, enquanto a AGU tenta evitar bloqueios de recursos e danos à imagem da instituição.

Fonte: G1 e CNN.

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