Ranking cidades brasileiras: Gavião Peixoto mantém liderança na qualidade de vida no Brasil em 2025

Em 2025, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, foi novamente reconhecida como a cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS). O estudo analisou 5.570 municípios, considerando 57 indicadores sociais e ambientais. A predominância de cidades paulistas no topo do ranking destaca a influência de políticas públicas eficazes e infraestrutura de qualidade.
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O Brasil acaba de conhecer o novo ranking de qualidade de vida de suas cidades, resultado de um estudo conduzido pelo Instituto Imazon em parceria com diversas organizações da sociedade civil. O levantamento, que analisa 57 indicadores sociais e ambientais, revela que Gavião Peixoto (SP) é novamente a cidade brasileira com melhor qualidade de vida, mesmo com uma população de menos de 5.000 habitantes. Esse município do interior paulista alcançou a nota de 73,26 em uma escala que vai de 0 a 100, consolidando seu lugar de destaque nacional.

Pontos Principais:

  • Gavião Peixoto, no interior de SP, lidera ranking nacional de qualidade de vida.
  • O estudo analisou 57 indicadores sociais e ambientais em 5.570 municípios brasileiros.
  • Desigualdades regionais persistem, com o Norte e Nordeste enfrentando mais desafios.
  • Nova lista inclui indicadores inéditos, como consumo de ultraprocessados e vulnerabilidade social.

Segundo o levantamento, a metodologia utilizada pelo Índice de Progresso Social (IPS) não se limita a medir a presença de infraestrutura como escolas e postos de saúde, mas busca compreender o impacto direto desses serviços no bem-estar da população. Para isso, são analisados aspectos como acesso à alimentação, educação fundamental, saúde, segurança e oportunidades, além do respeito aos direitos individuais.

Gavião Peixoto, com menos de 5.000 habitantes, lidera pelo segundo ano consecutivo o ranking nacional de qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2025 - Foto: reprodução / Instagram
Gavião Peixoto, com menos de 5.000 habitantes, lidera pelo segundo ano consecutivo o ranking nacional de qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2025 – Foto: reprodução / Instagram

A avaliação dividiu os indicadores em três grupos principais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Cada grupo ajuda a identificar não apenas a infraestrutura presente nas cidades, mas também a eficácia dos serviços e a qualidade de vida de quem vive nesses locais. A pesquisa ainda trouxe cinco novos indicadores, como o consumo de ultraprocessados e famílias em situação de rua, tornando o panorama ainda mais abrangente.

20 municípios com a melhor qualidade de vida

  • Gavião Peixoto (SP)
  • Gabriel Monteiro (SP)
  • Jundiaí (SP)
  • Águas de São Pedro (SP)
  • Cândido Rodrigues (SP)
  • Presidente Lucena (RS)
  • Luzerna (SC)
  • Pompéia (SP)
  • Nova Lima (MG)
  • Itupeva (SP)
  • Curitiba (PR)
  • Araraquara (SP)
  • Campo Grande (MS)
  • Barra Bonita (SP)
  • Ribeirão Preto (SP)
  • Jaguariúna (SP)
  • Adamantina (SP)
  • Votuporanga (SP)
  • Brasília (DF)
  • Louveira (SP)

20 municípios com a pior qualidade de vida

  • Uiramutã (RR)
  • Jacareacanga (PA)
  • Amajari (RR)
  • Bannach (PA)
  • Alto Alegre (RR)
  • Trairão (PA)
  • Pacajá (PA)
  • Portel (PA)
  • São Félix do Xingu (PA)
  • Anapu (PA)
  • Cumaru do Norte (PA)
  • Japorã (MS)
  • Uruará (PA)
  • Santa Rosa do Purus (AC)
  • Feijó (AC)
  • Santana do Araguaia (PA)
  • São João do Araguaia (PA)
  • Marajá do Sena (MA)
  • Peritoró (MA)
  • Santa Maria das Barreiras (PA)

Ranking da qualidade de vida nas capitais

  • Curitiba (PR)
  • Campo Grande (MS)
  • Brasília (DF)
  • São Paulo (SP)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Goiânia (GO)
  • Palmas (TO)
  • Florianópolis (SC)
  • João Pessoa (PB)
  • Cuiabá (MT)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Porto Alegre (RS)
  • Teresina (PI)
  • Aracaju (SE)
  • Natal (RN)
  • Vitória (ES)
  • Fortaleza (CE)
  • São Luís (MA)
  • Boa Vista (RR)
  • Recife (PE)
  • Manaus (AM)
  • Belém (PA)
  • Rio Branco (AC)
  • Salvador (BA)
  • Maceió (AL)
  • Macapá (AP)
  • Porto Velho (RO)

Desigualdades regionais e avanços pontuais

O ranking destacou as desigualdades regionais no Brasil. Enquanto as cidades do Sul e Sudeste dominam as primeiras posições, com 18 das 20 cidades melhor colocadas nessas regiões, o Norte e o Nordeste concentram as piores colocações, reforçando o contraste histórico de desenvolvimento social e econômico no país. A cidade de Uiramutã, em Roraima, ocupou a última posição do levantamento.

Mesmo com as disparidades regionais, o levantamento apontou um pequeno avanço na média nacional em comparação com o ano anterior. O estudo reforça que a qualidade de vida não está diretamente relacionada ao Produto Interno Bruto (PIB) ou ao desenvolvimento econômico puro, mas sim à capacidade das cidades em oferecer condições de bem-estar para sua população.

A pesquisa mostrou que Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, apesar de ter um PIB per capita similar ao de Uberlândia (MG), está em posição muito inferior no ranking de qualidade de vida. Esse dado reforça a necessidade de políticas públicas direcionadas para as reais necessidades da população e não apenas para indicadores econômicos.

Capitais e mudanças em relação ao ano anterior

Entre as capitais brasileiras, Curitiba lidera o ranking, seguida por Campo Grande e Brasília. São Paulo, que no ano anterior ocupava a sexta posição, avançou para o quarto lugar. Essas mudanças ilustram como a evolução dos serviços essenciais e o acesso a políticas públicas podem impactar o desempenho das cidades.

A edição atual do IPS também trouxe ajustes significativos na lista geral. Enquanto cidades como Gavião Peixoto e Jundiaí permaneceram em posições de destaque, outras como Águas de São Pedro e Gabriel Monteiro passaram a figurar no topo, substituindo municípios que caíram no ranking. O movimento mostra como a qualidade de vida é dinâmica e responde a diferentes estratégias e investimentos locais.

A capital federal, Brasília, permaneceu entre as 20 cidades com melhor qualidade de vida, destacando-se em relação a outras capitais do Centro-Oeste. Em contrapartida, cidades como Salvador e Maceió continuam apresentando desafios para melhorar seus indicadores, mesmo com investimentos em áreas básicas.

Impacto dos novos indicadores e lições para o futuro

A atualização dos indicadores utilizados pelo IPS trouxe uma leitura mais detalhada das condições de vida nos municípios brasileiros. A inclusão de dados sobre consumo de alimentos ultraprocessados e vulnerabilidade de famílias amplia o entendimento sobre os desafios enfrentados pelas administrações municipais e pela população.

O estudo também ressalta que, apesar do crescimento econômico em algumas cidades, a melhoria da qualidade de vida exige mais do que apenas riqueza. O progresso social depende de investimentos coordenados em áreas como educação, saúde e moradia, além de respeito aos direitos individuais e oportunidades de desenvolvimento para todos.

Para especialistas, o IPS funciona como um instrumento que vai além da simples avaliação de indicadores econômicos. Ele oferece uma visão integrada que pode orientar decisões de políticas públicas e direcionar investimentos para áreas prioritárias. A ferramenta também permite que gestores municipais identifiquem fragilidades e fortalezas, além de possibilitar maior transparência e participação social nas decisões sobre o futuro das cidades.

Panorama das melhores e piores cidades

As 20 cidades que lideram o ranking nacional de qualidade de vida estão majoritariamente no interior paulista, com exceção de algumas capitais e municípios do Sul e Centro-Oeste. Entre as melhores estão Gabriel Monteiro, Jundiaí, Águas de São Pedro, Nova Lima e Curitiba. Já entre as piores colocações, a maioria está concentrada na região amazônica, como Uiramutã e Jacareacanga.

  • Melhor cidade: Gavião Peixoto (SP)
  • Piores cidades: Uiramutã (RR), Jacareacanga (PA), Amajari (RR)
  • Entre as capitais, destaque para Curitiba, Campo Grande e Brasília
  • O ranking mostra desigualdades que vão além de indicadores econômicos
  • Nova lista inclui indicadores inéditos como consumo de ultraprocessados

A conclusão do levantamento reforça a necessidade de integrar políticas públicas em várias frentes para reduzir desigualdades regionais e garantir qualidade de vida em todo o território brasileiro. A partir dos resultados, espera-se que o estudo funcione como um ponto de partida para repensar estratégias e adotar medidas que atendam às necessidades reais da população.

Fonte: Instagram, Wikipedia, G1 e UOL.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.