Receita Federal faz alerta importante para quem usa PIX em pagamentos

Você está no banco do passageiro pagando contas no celular quando chega uma mensagem urgente da “Receita” pedindo PIX. Parece oficial, mas é golpe. Não clique, não pague. Verifique sempre.
Publicado por em Notícias dia

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Você está no banco do passageiro, com o cinto afivelado, enquanto seu parceiro dirige tranquilamente pela cidade. O som ambiente do carro mistura rádio, buzinas ao longe e o ronco do motor em marcha constante. Com alguns minutos de sobra até o destino, você decide usar esse tempo para pagar contas no aplicativo do banco — afinal, a rotina exige praticidade.

Pontos Principais:

  • Receita Federal alerta sobre golpes com cobranças via PIX.
  • Órgão não envia mensagens com chaves PIX por WhatsApp ou e-mail.
  • Não há imposto para pessoas físicas em transferências via PIX.
  • Mensagens com tom de urgência são um sinal clássico de fraude.
  • Verificar a origem das mensagens é essencial para evitar golpes.

O celular vibra. Uma nova mensagem aparece com o brasão da Receita Federal e uma notificação alarmante: “Pendência no CPF. Regularize agora via PIX para evitar multas.” O coração acelera. Aparentemente tudo parece oficial: há CPF, nome completo, até um valor exato. O link convida ao clique. A urgência da mensagem faz você pensar duas vezes.

Criminosos estão se passando pela Receita Federal e enviando mensagens com exigência de PIX para quitar supostas dívidas com o CPF.
Criminosos estão se passando pela Receita Federal e enviando mensagens com exigência de PIX para quitar supostas dívidas com o CPF.

Mas algo não bate. A Receita não manda cobrança por WhatsApp. O nome do remetente, quando clicado, revela um número comum. Você respira fundo. Desvia o olhar da tela e decide esperar para confirmar a informação com o canal oficial. O golpe quase deu certo — quase. Ali, no banco do passageiro, você aprendeu que o melhor escudo contra fraudes é a dúvida.

Receita Federal alerta sobre golpe com cobranças via PIX

A popularização do PIX transformou a rotina financeira dos brasileiros, oferecendo agilidade e gratuidade nas transferências, mesmo fora do horário comercial. Criado pelo Banco Central, o sistema instantâneo conquistou ampla adesão da população, mas seu sucesso também atraiu atenção de criminosos que aproveitam o desconhecimento de parte dos usuários para aplicar fraudes com alto grau de sofisticação.

Entre os golpes mais comuns está o envio de mensagens supostamente assinadas pela Receita Federal, informando pendências no CPF ou dívidas tributárias. Essas notificações exigem que o cidadão quite a suposta dívida via PIX sob pena de bloqueio de contas bancárias ou aplicação de multas. O tom urgente dessas mensagens visa desestabilizar emocionalmente o destinatário e induzi-lo ao erro.

A Receita, no entanto, reforça que não envia cobranças por WhatsApp, SMS ou e-mail contendo chaves PIX. O alerta busca frear uma onda de fraudes que tem feito vítimas em todo o país. O órgão orienta a população a desconfiar de qualquer pedido de pagamento que envolva esses meios e a sempre consultar canais oficiais para confirmação de débitos ou informações fiscais.

Outra dúvida recorrente entre os usuários do sistema é se há incidência de tributos sobre transferências feitas por pessoas físicas. A resposta, segundo a Receita, é negativa. Não existe imposto sobre transações via PIX entre pessoas físicas. Qualquer mensagem que afirme o contrário, exigindo “taxa de regularização” ou similares, trata-se de golpe.

Além da verificação de procedência das mensagens, a Receita destaca a importância de não clicar em links suspeitos nem fornecer dados pessoais por meio de redes sociais ou aplicativos de conversa. A recomendação é simples: em caso de dúvida, procure os canais oficiais do órgão.

O uso da urgência pelos golpistas é uma estratégia deliberada. Mensagens que pressionam o usuário a agir imediatamente diminuem as chances de questionamento e aumentam o sucesso das fraudes. Por isso, manter a calma e agir racionalmente são atitudes essenciais para evitar prejuízos.

A disseminação de informações confiáveis também é uma das formas mais eficazes de combate a esse tipo de crime. Conversas com familiares e amigos, especialmente os menos familiarizados com tecnologia, ajudam a criar uma rede de proteção contra golpes virtuais. A prevenção, nesse caso, está diretamente ligada à informação.

Fonte: Em

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.