O Salão do Automóvel de São Paulo volta em 2025 cercado de expectativas e também de controvérsias. Após sete anos sem realização, o evento confirma 25 marcas, incluindo nomes tradicionais como Fiat, Toyota, Honda, Jeep e Renault, além de novas protagonistas como BYD, GWM e Leapmotor. Em apenas dois dias, foram vendidos 25 mil ingressos, sinalizando a força do interesse do público.
A ausência de gigantes como Volkswagen, Chevrolet, Ford e Nissan contrasta com a tentativa de trazer marcas de luxo. Lexus e Denza, esta última uma submarca da BYD, já confirmaram presença, enquanto BMW e Audi desistiram das negociações. Mercedes-Benz não respondeu, e Porsche, Volvo e Jaguar Land Rover já haviam anunciado que ficariam de fora. O chamado Dream Lounge, espaço dedicado a supercarros, funcionará como vitrine independente, sem ligação direta com fabricantes.
A organização espera atrair entre 50 mil e 70 mil visitantes por dia, totalizando até 700 mil pessoas ao longo dos nove dias de evento, de 22 a 30 de novembro. Em 2018, a última edição reuniu 742 mil visitantes em 11 dias, número que serve de referência para medir o impacto da retomada.
Um ponto de divergência envolve a montagem de estandes. A RX, organizadora, assegura que todas as marcas terão áreas de exposição. Já a Anfavea admite que algumas optarão apenas por disponibilizar test-drives, sem montar grandes estruturas nos pavilhões. A estratégia reduz custos e mostra como o modelo de participação está sendo adaptado às realidades de cada fabricante.
Outro destaque é a pista de experiências dinâmicas, que será instalada dentro do Anhembi, nos moldes do Salão de Detroit. Em 2018, a pista havia sido criada do lado externo do São Paulo Expo, mas agora a proposta busca oferecer maior integração entre exposição e prática.
Os custos de participação se tornaram uma polêmica à parte. Fontes ligadas às fabricantes apontam aumento nos gastos com estandes mais sofisticados do que o previsto inicialmente. A Anfavea nega, e a RX afirma que os espaços são modulares, permitindo ajustes conforme estratégia e orçamento das empresas.
A lista de confirmados é diversa e revela a transformação do mercado brasileiro. Além das marcas tradicionais, o público poderá conhecer produtos de fabricantes chineses em ascensão, como Geely, Omoda Jaecoo e GAC, em meio a uma competição que promete não apenas lançamentos, mas também debates sobre tecnologia, eletrificação e futuro da mobilidade no país.
Fonte: Salaodoautomovel e AutoEsporte.