A BYD prepara uma mudança grande para o Dolphin Mini. A segunda geração do hatch elétrico será bem maior que o carro vendido hoje e ficará muito próxima do Dolphin convencional em tamanho. Os primeiros desenhos oficiais já mostram que a marca deixou de tratar o modelo apenas como um elétrico pequeno para a cidade.
O novo Dolphin Mini, conhecido como Seagull na China, terá 4,205 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 1,57 metro de altura. O entre-eixos será de 2,65 metros. Na comparação com o modelo atual, são 42,5 centímetros a mais no comprimento, 9,5 centímetros extras na largura e 15 centímetros a mais entre os eixos.

Esse crescimento coloca o carro apenas 65 milímetros abaixo do Dolphin convencional em comprimento. A mudança também abre espaço para um interior maior, ponto já destacado pela própria BYD ao apresentar os primeiros desenhos da nova geração.
O visual também será diferente. Os faróis terão formato de tridente, os para-lamas ficarão mais largos e a linha de cintura será mais baixa. As rodas terão 16 polegadas e desenho de oito raios, enquanto as lanternas traseiras serão mais finas. No teto, haverá um sensor LiDAR ligado ao pacote de assistência à condução.
Esse sistema será o DiPilot 300, também chamado de God’s Eye B na China. Ele permitirá funções de assistência em vias urbanas e rodovias, incluindo o sistema NOA, sigla usada para recursos de navegação com condução assistida.

A parte mecânica também evolui. O novo Dolphin Mini terá motor elétrico de 95 kW, equivalente a 127 cv, e velocidade máxima de 150 km/h. A BYD usará baterias LFP produzidas pela FinDreams em duas capacidades: 30 kWh e 39,2 kWh.
A autonomia declarada ficará entre 320 e 420 quilômetros no ciclo chinês CLTC, dependendo da bateria. Esses números seguem o padrão de medição usado na China e não devem ser comparados diretamente com os resultados de outros ciclos de homologação.
O interior já apareceu em flagras e mostra outra mudança importante. O painel terá uma tela central flutuante, o seletor de marcha ficará atrás do volante e o console central será mais largo. O aumento das medidas externas ajuda a explicar a busca por mais espaço para os ocupantes.
O novo BYD Dolphin Mini adota um truque conhecido dos Tesla: o seletor de marcha sai do console central e vai para trás do volante, liberando espaço entre os bancos e deixando o túnel central mais amplo.

A renovação chega em um momento de queda nas vendas do modelo atual na China. Entre janeiro e agosto de 2026, o Seagull vendeu 74.087 unidades no país, baixa de 66,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Nesse intervalo, o carro também perdeu a liderança do mercado local para o Geely Xingyuan, vendido no Brasil como Geely EX2.


Para o Brasil, a nova geração ainda está distante. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, afirmou que o novo Dolphin Mini deve chegar por volta de 2028. A expectativa é que ele conviva, ao menos no início, com o modelo atual fabricado em Camaçari, na Bahia.
Com informações do Carnewschina.


