A Fiat acaba de mostrar na Europa dois carros que podem mudar completamente o futuro do Pulse e do Fastback no Brasil, com carrocerias maiores, visual mais quadrado, motores híbridos e elétricos e um porta-malas de até 608 litros, enquanto os modelos atuais ainda estão nas concessionárias com as novidades da linha 2027.
A história começou com a chegada do Grizzly e do Grizzly Fastback ao Salão do Automóvel de Paris, em outubro de 2026, onde a fabricante apresentou uma nova família de SUVs que será vendida em mais de 100 países e poderá dar origem às próximas gerações dos dois modelos brasileiros.
O primeiro sinal de mudança está na aparência, pois o Grizzly tem frente alta, linhas retas, iluminação em LED e uma carroceria menos arredondada que a do Pulse atual, enquanto o Grizzly Fastback mantém o teto inclinado de um SUV cupê, mas troca parte das curvas por formas mais marcadas e uma traseira volumosa.
A Fiat já havia começado essa mudança no Brasil em 2025, quando atualizou a dianteira do Pulse com uma nova grade de elementos verticais e modificou o Fastback com para-choques redesenhados, entradas de ar diferentes e acabamentos escurecidos, mas os carros apresentados em Paris mostram uma transformação bem maior.
O Grizzly convencional mede aproximadamente 4,39 metros de comprimento e oferece 545 litros de porta-malas, enquanto o Grizzly Fastback chega aos 4,49 metros e comporta 608 litros de bagagem, números que mostram como a fabricante pretende aumentar o espaço destinado às famílias.
Os dois carros têm 3,5 metros cúbicos de espaço interno total e compartilham a plataforma Smart Car, utilizada pela família Grande Panda, uma estrutura que permite desenvolver veículos com diferentes tamanhos de carroceria e motores a gasolina, híbridos ou totalmente elétricos.
Quem entrar no Grizzly encontrará um ambiente diferente daquele conhecido pelos donos do Pulse e do Fastback, com volante de formato mais retangular, instrumentos digitais, central multimídia de 10,25 polegadas e um console suspenso que deixa espaço livre na parte inferior para guardar objetos.
A Fiat colocou materiais acolchoados em determinadas partes das portas e do console, mas manteve plástico rígido na parte superior do painel, enquanto os bancos do Fastback receberam revestimento sintético e detalhes próprios para diferenciar as duas carrocerias.
Nem tudo ficou resolvido no interior, pois as superfícies em preto brilhante acumulam marcas dos dedos, a moldura da tela pode provocar reflexos, o túnel central ocupa parte do espaço para os pés de quem viaja no meio do banco traseiro e as colunas posteriores largas podem dificultar a visão ao manobrar.
Na mecânica, a versão europeia de entrada terá motor 1.2 turbo de três cilindros com 100 cv e câmbio manual, enquanto a configuração híbrida leve entregará 145 cv com transmissão automática de dupla embreagem e sete marchas, sem exigir que o motorista conecte o carro à tomada.
Também haverá uma versão totalmente elétrica com motor de 113 cv e bateria de 53 kWh, ampliando a linha para consumidores que pretendem abandonar a gasolina, embora a Fiat ainda não tenha confirmado quais desses motores estarão disponíveis nos futuros modelos brasileiros.
Na Europa, a dupla terá preço inicial próximo de 20 mil euros, equivalentes a aproximadamente R$ 122 mil na conversão direta, com abertura das encomendas em 5 de janeiro de 2027 e primeiros testes internacionais para a imprensa previstos para fevereiro.
O valor europeu aproxima o Grizzly Fastback do preço inicial do Fastback vendido atualmente no Brasil, mas isso não significa que os dois terão preços semelhantes nas concessionárias brasileiras, já que impostos, produção, equipamentos e motores destinados ao país ainda não foram definidos.
Enquanto a próxima geração não aparece, o Pulse segue sua própria história no Brasil, onde atingiu a marca de 250 mil unidades produzidas e recebeu, na linha 2027, a série especial BlackMotion, que combina elementos escurecidos, teto preto e rodas de 16 polegadas.
O Fastback também começou a linha 2027 com novidades, incluindo a versão Smart Drive, que transformou um antigo pacote opcional em uma configuração própria por R$ 127.990, com câmera de ré, partida remota, chave presencial, carregador de celular por indução e rodas de 17 polegadas.
Acima dela aparece a série BlackMotion de R$ 129.980, com rodas pretas de 17 polegadas, teto bicolor, logotipos escurecidos e central multimídia de 10,1 polegadas, enquanto a linha continua com as configurações T200, Audace MHEV, Impetus MHEV e Abarth.
Os preços divulgados pela Fiat para o Fastback 2027 começam em R$ 119.990 na versão T200 e chegam a R$ 184.490 no Abarth, passando por R$ 168.490 no Audace híbrido leve e R$ 174.490 no Impetus com o mesmo tipo de eletrificação.
O Fastback Abarth continua como a versão mais potente da família brasileira, com motor 1.3 turbo de até 185 cv, aceleração de zero a 100 km/h em 7,6 segundos e velocidade máxima declarada de 220 km/h com etanol, números que mostram uma proposta diferente daquela dos Grizzly europeus apresentados até agora.
Há ainda uma diferença importante entre os carros atuais e os que podem chegar nos próximos anos, pois o Pulse e o Fastback brasileiros nasceram sobre uma base desenvolvida para o mercado nacional, enquanto os Grizzly usam uma arquitetura compartilhada por outros projetos globais da Stellantis.
A chegada dos novos modelos ao Brasil ainda não tem data oficial, apesar das expectativas de renovação da linha nos próximos anos, e a Stellantis também não confirmou se os nomes Grizzly serão utilizados aqui ou se Pulse e Fastback continuarão identificando os futuros SUVs.
Por enquanto, o consumidor brasileiro encontra nas lojas dois SUVs que acabaram de receber novas versões, ao mesmo tempo em que a Fiat apresenta na Europa carros maiores, com desenho completamente diferente e novas opções de motores, deixando uma pergunta para quem pretende comprar um Pulse ou Fastback agora: vale levar a geração atual ou esperar para conhecer a próxima?
Com informações da Stellantis.