Soldado é detido por suspeita de ofender médico capitão em hospital de SP: chamou de ‘você’

Na quarta-feira (18), o soldado Lucas Neto foi preso no Hospital da PM no Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, acusado de desrespeitar um capitão médico. O soldado, que estava no hospital devido a um problema no ombro, teria se referido ao capitão como “você”. A defesa do PM argumenta que ele estava como paciente e não em serviço. Após a prisão, uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do caso, envolvendo acusações de denunciação caluniosa e falso testemunho.
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Na tarde de quarta-feira, um episódio tenso ocorreu no Hospital da Polícia Militar, no Tucuruvi, em São Paulo. O soldado Lucas Neto, enquanto buscava atendimento médico por um deslocamento no ombro, foi preso por desrespeitar um superior hierárquico, o capitão Marcelo Cavalcante Costa. O motivo da prisão foi o uso do termo “você” ao se dirigir ao oficial, algo considerado uma infração de acordo com o Código Penal Militar.

Pontos Principais:

  • Soldado Lucas Neto foi preso após desrespeitar um capitão médico em hospital militar.
  • O PM estava no hospital devido a um deslocamento no ombro e não em serviço.
  • Defesa alega tratamento desrespeitoso por médicos militares.
  • O caso gerou investigações sobre denunciação caluniosa e falso testemunho.

A situação ganhou contornos mais complexos quando o soldado, acompanhado de sua advogada, registrou áudio do atendimento, o que gerou uma ordem para que a gravação fosse interrompida. A recusa do PM à ordem, somada à referência ao capitão de forma informal, resultou na voz de prisão. A defesa do soldado alega que ele estava no hospital como paciente e não em serviço, sendo tratado de maneira desrespeitosa por médicos militares.

O soldado Lucas Neto foi preso por desrespeitar um superior no Hospital da PM em SP. A acusação é de chamar o capitão de “você”, o que gerou grande repercussão.
O soldado Lucas Neto foi preso por desrespeitar um superior no Hospital da PM em SP. A acusação é de chamar o capitão de “você”, o que gerou grande repercussão.

Após a prisão, a advogada do soldado acionou outro advogado, Mauro Ribas Junior, que acompanhou as gravações feitas por Lucas. Ele decidiu dar voz de prisão ao capitão e a dois tenentes, que corroboraram a versão do oficial. O caso agora está sob investigação pela Corregedoria da Polícia Militar, com a possível acusação de denunciação caluniosa e falso testemunho sendo investigada.

De acordo com o Código Penal Militar, desrespeitar um superior é considerado crime, com penas que variam de detenção de três meses a um ano, caso não envolva outro crime mais grave. A situação gerou grande repercussão entre os militares e na sociedade em geral, com o caso ganhando visibilidade nas redes sociais.

O soldado foi levado para o Presídio Militar Romão Gomes, mas, na manhã de quinta-feira (19), foi liberado após audiência de custódia. A situação ainda está sendo analisada pela Corregedoria, que deve tomar decisões sobre os envolvidos.

Além da investigação formal, o caso levantou questionamentos sobre a conduta de médicos militares e o tratamento dispensado aos subordinados, um tema que foi intensificado por um vídeo divulgado nas redes sociais.

A resolução do caso pode ter implicações mais amplas sobre a disciplina militar e a forma como os membros da PM se relacionam entre si, principalmente em contextos onde questões de hierarquia e respeito estão em jogo. O desfecho dessa investigação será importante para definir os precedentes no trato de infrações semelhantes.

Fonte: G1.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.