Soldado é detido por suspeita de ofender médico capitão em hospital de SP: chamou de ‘você’
Na tarde de quarta-feira, um episódio tenso ocorreu no Hospital da Polícia Militar, no Tucuruvi, em São Paulo. O soldado Lucas Neto, enquanto buscava atendimento médico por um deslocamento no ombro, foi preso por desrespeitar um superior hierárquico, o capitão Marcelo Cavalcante Costa. O motivo da prisão foi o uso do termo “você” ao se dirigir ao oficial, algo considerado uma infração de acordo com o Código Penal Militar.
Pontos Principais:
- Soldado Lucas Neto foi preso após desrespeitar um capitão médico em hospital militar.
- O PM estava no hospital devido a um deslocamento no ombro e não em serviço.
- Defesa alega tratamento desrespeitoso por médicos militares.
- O caso gerou investigações sobre denunciação caluniosa e falso testemunho.
A situação ganhou contornos mais complexos quando o soldado, acompanhado de sua advogada, registrou áudio do atendimento, o que gerou uma ordem para que a gravação fosse interrompida. A recusa do PM à ordem, somada à referência ao capitão de forma informal, resultou na voz de prisão. A defesa do soldado alega que ele estava no hospital como paciente e não em serviço, sendo tratado de maneira desrespeitosa por médicos militares.

Após a prisão, a advogada do soldado acionou outro advogado, Mauro Ribas Junior, que acompanhou as gravações feitas por Lucas. Ele decidiu dar voz de prisão ao capitão e a dois tenentes, que corroboraram a versão do oficial. O caso agora está sob investigação pela Corregedoria da Polícia Militar, com a possível acusação de denunciação caluniosa e falso testemunho sendo investigada.
De acordo com o Código Penal Militar, desrespeitar um superior é considerado crime, com penas que variam de detenção de três meses a um ano, caso não envolva outro crime mais grave. A situação gerou grande repercussão entre os militares e na sociedade em geral, com o caso ganhando visibilidade nas redes sociais.
O soldado foi levado para o Presídio Militar Romão Gomes, mas, na manhã de quinta-feira (19), foi liberado após audiência de custódia. A situação ainda está sendo analisada pela Corregedoria, que deve tomar decisões sobre os envolvidos.
Além da investigação formal, o caso levantou questionamentos sobre a conduta de médicos militares e o tratamento dispensado aos subordinados, um tema que foi intensificado por um vídeo divulgado nas redes sociais.
A resolução do caso pode ter implicações mais amplas sobre a disciplina militar e a forma como os membros da PM se relacionam entre si, principalmente em contextos onde questões de hierarquia e respeito estão em jogo. O desfecho dessa investigação será importante para definir os precedentes no trato de infrações semelhantes.
Fonte: G1.


































