iOS 26: Apple reduz efeitos do Liquid Glass após críticas sobre legibilidade e consumo
A Apple implementou mudanças significativas na nova beta do iOS 26, liberada nesta semana, reduzindo os efeitos visuais do Liquid Glass, sua controversa linguagem de design apresentada durante a WWDC 2025. A alteração parece ser uma resposta direta às críticas de desenvolvedores e usuários que apontaram problemas de legibilidade e impacto na autonomia da bateria. Com a nova versão, diversos menus, como a Central de Controle e áreas internas de aplicativos nativos, passaram a exibir menos transparência e mais opacidade, em uma transição sutil para um visual mais prático e familiar.
Pontos Principais:
- Apple reduziu efeitos do Liquid Glass na beta 3 do iOS 26.
- Medida foi motivada por críticas sobre legibilidade e consumo de bateria.
- Apps como Fotos e Podcasts exibem agora visual mais opaco e acessível.
- Design original foi comparado ao do Windows Vista por parte da comunidade.
- Versão final do sistema deve ser lançada em setembro, com mais ajustes esperados.
A promessa original do Liquid Glass era oferecer uma estética refinada e moderna, com efeitos inspirados em vidro polido, luz difusa e camadas translúcidas. A proposta, no entanto, dividiu opiniões desde a primeira demonstração. Muitos usuários relataram dificuldades na leitura de textos sobre fundos dinâmicos e ressaltaram que o novo visual gerava poluição visual em determinadas áreas. A Apple, reconhecendo o feedback, começou a fazer ajustes ainda na segunda beta, e agora intensificou as mudanças com a terceira versão preliminar.


O novo comportamento visual é percebido de maneira desigual entre os aplicativos. No app Fotos, por exemplo, os menus ganharam tons mais escuros e fundos sólidos, enquanto no Podcasts, a transparência foi reduzida e substituída por um fundo esbranquiçado mais uniforme. Essas mudanças tornam o sistema mais próximo da linha visual anterior ao iOS 26, comparável à abordagem adotada no iOS 18, o que reacendeu o debate sobre a consistência da linguagem gráfica nos produtos da empresa.
A decisão da Apple pode ter sido motivada por mais de um fator. Além das reclamações de usuários, há impactos técnicos evidentes: a renderização de elementos translúcidos com profundidade visual exige processamento gráfico adicional, o que compromete o desempenho e acelera o consumo energético, sobretudo em iPhones mais antigos. Essa sobrecarga visual também se mostrou um obstáculo à acessibilidade, prejudicando usuários com baixa visão ou sensibilidade a interfaces muito contrastadas.
A abordagem mais conservadora da Apple se alinha também a uma tendência observada em plataformas concorrentes, como o Android, que vêm priorizando desempenho e clareza visual nos últimos anos. Embora o Liquid Glass tenha buscado resgatar elementos visuais mais táteis, sua implementação inicial foi vista como excessiva. Comparações com o Windows Vista chegaram a viralizar, sugerindo que a estética da Apple teria dado um passo atrás ao adotar efeitos considerados datados ou pouco funcionais.
Mesmo com as críticas, parte da comunidade segue defendendo o conceito do Liquid Glass, sugerindo que o problema estaria na falta de controle do usuário sobre os níveis de transparência e brilho. Essa demanda por personalização ainda não foi atendida, mas abre margem para futuras atualizações ou configurações adaptativas no iOS, especialmente diante da pressão de acessibilidade e inclusão digital.
Com o lançamento da versão final do iOS 26 previsto para setembro, há tempo hábil para novos ajustes. A Apple costuma ouvir o ecossistema de testadores e desenvolvedores antes de finalizar recursos visuais de impacto. A próxima beta, esperada para o fim de julho, pode indicar se a empresa continuará atenuando os efeitos do Liquid Glass ou se tentará preservar ao menos parte de sua identidade gráfica original.
Fonte: Apple, 9to5mac e Tecnoblog.


































