A decisão da Uber de manter o Citroën Basalt e o Volkswagen Virtus na categoria Black marca um raro recuo da empresa diante da reação de seus parceiros. O anúncio, feito no fim de outubro, trouxe alívio aos motoristas que investiram em carros mais caros para continuar operando na modalidade premium da plataforma.
A mudança ocorre após forte pressão de condutores que consideraram injusta a retirada do Basalt da lista de veículos aceitos. O SUV cupê da Citroën, com design moderno e interior refinado, havia sido excluído do Uber Black em uma atualização recente, o que gerou protestos em fóruns e grupos de motoristas.
Segundo a nova diretriz, o Citroën Basalt permanecerá autorizado a circular na categoria até dezembro de 2026, independentemente do ano de fabricação. O mesmo vale para o Volkswagen Virtus, que também voltará a ser aceito no serviço premium, atendendo às demandas de quem já possui o modelo.
A categoria Black é voltada ao público que busca conforto, acabamento superior e motoristas com boas avaliações. Por isso, qualquer alteração nessa lista costuma gerar impacto direto na renda e no planejamento financeiro de quem depende da plataforma. A reversão da medida, portanto, foi recebida como uma vitória coletiva dos condutores.
O Citroën Basalt é oferecido em versões Feel e Dark Edition, variando entre motor 1.0 aspirado com câmbio manual e 1.0 turbo com transmissão CVT. Embora a marca o posicione como SUV cupê de entrada, o modelo entrega um bom equilíbrio entre espaço, design e tecnologia, fatores valorizados por quem atua no transporte executivo.
Já o Volkswagen Virtus, fabricado no Brasil, segue como opção sólida entre sedãs médios do segmento. Com boa dirigibilidade e desempenho eficiente, ele é amplamente utilizado por motoristas do Uber Black em cidades grandes, onde o conforto e o consumo equilibrado são diferenciais competitivos.
Ao recuar, a Uber sinaliza uma tentativa de equilibrar sua política de qualidade com a realidade econômica do mercado automotivo brasileiro. Mudanças bruscas na lista de elegibilidade podem comprometer a confiança dos motoristas e afetar diretamente a oferta de carros premium na plataforma. A empresa afirmou que continuará revisando suas regras com base no diálogo com os parceiros e nas tendências do setor.
Fonte: Uber.