Donald Trump assinou uma nova ordem executiva que reacende uma exigência antiga e polêmica: a fluência em inglês como pré-requisito para motoristas de veículos comerciais que circulam pelos Estados Unidos. O governo pretende aplicar a regra já prevista em normas federais, mas que vinha sendo ignorada há quase uma década.
Pontos Principais:
A justificativa oficial é pragmática. Segundo o texto da medida, a capacidade de ler sinais de trânsito, preencher relatórios e se comunicar com agentes é essencial para a segurança viária e para o funcionamento adequado do sistema de transporte rodoviário nacional. A Casa Branca trata a decisão como parte de um esforço maior para reordenar o setor.
O Departamento de Transportes foi instruído a agir com celeridade. Em até 60 dias, deve revogar diretrizes anteriores, que deixavam de exigir a comprovação linguística, e estabelecer novos critérios de inspeção. A fiscalização deverá ser reforçada em todas as estradas interestaduais, com possibilidade de interdição imediata dos veículos em caso de descumprimento.
Além disso, o governo norte-americano determinou a reavaliação das carteiras de habilitação comerciais emitidas para estrangeiros sem domicílio fixo no país. A intenção é identificar possíveis fraudes, validar documentos e garantir que os motoristas cumpram todos os requisitos legais, incluindo a proficiência no idioma.
A nova diretriz levanta questionamentos sobre os impactos econômicos da medida. Muitos caminhoneiros que operam no país, inclusive com permissão válida, são estrangeiros. Para eles, a exigência pode se tornar uma barreira difícil de contornar, afetando cadeias logísticas e prazos de entrega.
Especialistas do setor alertam que a transição exigirá cuidado. Embora a norma esteja amparada por regulamentação existente, sua retomada repentina pode gerar confusão e atritos, especialmente entre transportadoras que dependem de mão de obra imigrante. A ausência de programas de apoio à capacitação em inglês também é motivo de crítica.
O pacote de mudanças ainda não está completo. A Casa Branca informou que, dentro do mesmo prazo de 60 dias, o secretário de Transportes deverá apresentar outras medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho dos caminhoneiros. O foco será ampliar a segurança, combater abusos trabalhistas e modernizar os processos do setor logístico.
Fonte: iG e Blogdocaminhoneiro.