Trump assina ordem que exige inglês fluente para caminhoneiros nos EUA

A decisão de Donald Trump de reativar uma norma federal obriga caminhoneiros a comprovar fluência em inglês para seguir rodando nos Estados Unidos. A exigência, que estava fora de fiscalização desde 2016, volta com força total. Em até 60 dias, o Departamento de Transportes deve estabelecer regras para suspender licenças e revisar autorizações emitidas para estrangeiros. A Casa Branca prevê outras medidas no setor rodoviário.
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Donald Trump assinou uma nova ordem executiva que reacende uma exigência antiga e polêmica: a fluência em inglês como pré-requisito para motoristas de veículos comerciais que circulam pelos Estados Unidos. O governo pretende aplicar a regra já prevista em normas federais, mas que vinha sendo ignorada há quase uma década.

Pontos Principais:

  • Trump reativa exigência de inglês para motoristas comerciais nos EUA.
  • Nova ordem determina comprovação de proficiência como critério obrigatório.
  • Departamento de Transportes terá 60 dias para atualizar fiscalizações.
  • Carteiras emitidas a estrangeiros serão revisadas para detectar irregularidades.

A justificativa oficial é pragmática. Segundo o texto da medida, a capacidade de ler sinais de trânsito, preencher relatórios e se comunicar com agentes é essencial para a segurança viária e para o funcionamento adequado do sistema de transporte rodoviário nacional. A Casa Branca trata a decisão como parte de um esforço maior para reordenar o setor.

Donald Trump assinou uma ordem que obriga caminhoneiros a comprovarem fluência em inglês para continuar operando veículos comerciais nos EUA.
Donald Trump assinou uma ordem que obriga caminhoneiros a comprovarem fluência em inglês para continuar operando veículos comerciais nos EUA.

O Departamento de Transportes foi instruído a agir com celeridade. Em até 60 dias, deve revogar diretrizes anteriores, que deixavam de exigir a comprovação linguística, e estabelecer novos critérios de inspeção. A fiscalização deverá ser reforçada em todas as estradas interestaduais, com possibilidade de interdição imediata dos veículos em caso de descumprimento.

Além disso, o governo norte-americano determinou a reavaliação das carteiras de habilitação comerciais emitidas para estrangeiros sem domicílio fixo no país. A intenção é identificar possíveis fraudes, validar documentos e garantir que os motoristas cumpram todos os requisitos legais, incluindo a proficiência no idioma.

A nova diretriz levanta questionamentos sobre os impactos econômicos da medida. Muitos caminhoneiros que operam no país, inclusive com permissão válida, são estrangeiros. Para eles, a exigência pode se tornar uma barreira difícil de contornar, afetando cadeias logísticas e prazos de entrega.

Especialistas do setor alertam que a transição exigirá cuidado. Embora a norma esteja amparada por regulamentação existente, sua retomada repentina pode gerar confusão e atritos, especialmente entre transportadoras que dependem de mão de obra imigrante. A ausência de programas de apoio à capacitação em inglês também é motivo de crítica.

O pacote de mudanças ainda não está completo. A Casa Branca informou que, dentro do mesmo prazo de 60 dias, o secretário de Transportes deverá apresentar outras medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho dos caminhoneiros. O foco será ampliar a segurança, combater abusos trabalhistas e modernizar os processos do setor logístico.

Fonte: iG e Blogdocaminhoneiro.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.