Trump chama Putin de ‘louco’ após maior ataque aéreo da Rússia à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu de forma contundente ao violento ataque aéreo da Rússia contra a Ucrânia, considerado o maior desde o início da invasão em 2022. Em um pronunciamento na noite de domingo, Trump expressou seu desagrado ao descrever Vladimir Putin como “louco” e afirmou que a Rússia está matando civis e soldados de forma desnecessária. Trump utilizou sua rede Truth Social para reforçar suas críticas, dizendo que Putin “enlouqueceu completamente”.
Pontos Principais:
- Trump critica Putin por bombardeio que matou civis e soldados na Ucrânia.
- Rússia dispara 367 drones e mísseis, maior ataque desde 2022.
- Trump também critica Zelensky por agravar o cenário e provocar tensões.
- EUA buscam acordo de cessar-fogo, mas Ucrânia desconfia das intenções russas.
A ofensiva russa, que envolveu 367 drones e mísseis disparados em uma única noite, atingiu diversas regiões ucranianas, provocando a morte de pelo menos 12 pessoas e deixando dezenas de feridos. Esse ataque sem precedentes atingiu Kiev pela terceira noite consecutiva, segundo as autoridades militares locais, e intensificou o clima de tensão na região, reacendendo o debate sobre a postura da comunidade internacional diante do conflito.

Na mesma ocasião, Trump voltou a falar sobre seu relacionamento com o líder russo, afirmando que sempre se deu bem com Putin, mas agora vê o presidente russo como uma ameaça descontrolada. Ao mesmo tempo, Trump criticou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acusando-o de agravar ainda mais a situação com suas declarações provocativas, sem oferecer soluções concretas para a paz.
Durante a coletiva de imprensa em Nova Jersey, Trump relatou que, na semana anterior, havia conversado com Putin por telefone em um diálogo de duas horas. Nesse contato, discutiram a possibilidade de um acordo de cessar-fogo que poderia abrir caminho para negociações de paz mais duradouras, mas que, segundo a Ucrânia, ainda não apresentou resultados práticos.
Apesar das palavras fortes contra Putin, Trump manteve a disposição dos EUA em intermediar um acordo de paz. Ele sinalizou que espera avanços reais e imediatos, mas também advertiu que Washington pode abandonar o processo de mediação se perceber falta de progresso. Enquanto isso, aliados europeus de Kiev trabalham em novas sanções para pressionar o Kremlin, num esforço conjunto para conter a escalada militar.
Por outro lado, o governo ucraniano reiterou sua posição de aceitar um cessar-fogo temporário de 30 dias, mas desconfia das intenções de Moscou. A Ucrânia teme que as ofertas russas de memorandos de paz sejam apenas manobras para ganhar tempo e consolidar os ganhos territoriais já obtidos. Até agora, as negociações diretas entre Rússia e Ucrânia não avançaram significativamente, com exceção de uma grande troca de prisioneiros na semana anterior.
A situação permanece instável, com a Rússia controlando cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia. A comunidade internacional acompanha de perto, enquanto as sirenes de alerta aéreo continuam a soar em várias partes da Ucrânia, lembrando que a ameaça de novos ataques segue latente.


































