Alerta extremo de chuvas intensas: Tempestades colocam 11 estados e o DF em alerta laranja nesta segunda; motoristas devem ficar atentos nas estradas
Pontos Principais:
- Inmet emite alerta laranja para 11 estados e o Distrito Federal nesta segunda-feira.
- Previsão indica até 100 milímetros de chuva por dia e rajadas de vento de até 100 km/h.
- Há risco de granizo, alagamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia.
- Rodovias e áreas urbanas podem ter bloqueios, baixa visibilidade e aumento de acidentes.

O Instituto Nacional de Meteorologia colocou 11 estados e o Distrito Federal em alerta laranja nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, com previsão de até 100 mm de chuva por dia e rajadas que podem alcançar 100 km/h, cenário que afeta diretamente a segurança nas estradas e o dia a dia de milhões de motoristas.
Para quem está ao volante, não é apenas uma estatística climática. É pista molhada, visibilidade reduzida, aquaplanagem à espreita e aquela sensação de que qualquer descuido vira prejuízo. Em trechos urbanos, o risco maior é o alagamento súbito. Nas rodovias, o perigo vem na forma de rajadas laterais, queda de árvores e granizo, que já provocou desde para-brisas estilhaçados até interdições completas em outros verões.
Onde o risco é maior hoje
- São Paulo: capital, Campinas, Vale do Paraíba e Litoral Sul
- Minas Gerais: Belo Horizonte, Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Norte do estado
- Rio de Janeiro: Região Metropolitana, Baixadas Litorâneas e Norte Fluminense
- Goiás, DF, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Tocantins
- Paraná e Santa Catarina: atenção extra no litoral por ventos costeiros
Em áreas costeiras, o Inmet também emitiu alerta específico para ventos costeiros, segundo a Exame, com possibilidade de deslocamento de areia, impacto na visibilidade e instabilidade em pontes e vias elevadas. Para quem dirige utilitário, van ou caminhão, o volante “puxa” nas rajadas mais fortes e exige correção constante.
O que muda para quem vai pegar estrada
Dirigir sob chuva forte não é apenas reduzir a velocidade. É mudar o ritmo mental. A frenagem alonga, o campo de visão encolhe e a reação precisa ser antecipada. Em pistas já marcadas por trilhas de caminhão, a lâmina d’água se forma rápido e o carro começa a “flutuar” antes mesmo de o motorista perceber.
- Farol baixo ligado o tempo todo para ser visto
- Distância maior do veículo à frente, mesmo em baixa velocidade
- Evitar ultrapassagens em faixas alagadas
- Jamais atravessar pontos de alagamento sem saber a profundidade
Granizo e rajadas: o prejuízo não é pequeno
Quando o granizo entra em cena, o problema deixa de ser só direção defensiva e vira custo. Para-brisas, lanternas e capô são os primeiros a sofrer. Em vendavais, quedas de galhos e postes costumam bloquear vias e danificar carros estacionados.
| Risco | Dano mais comum | Consequência prática |
|---|---|---|
| Chuva intensa | Aquaplanagem e colisões leves | Interdições e atrasos longos |
| Granizo | Quebra de vidros e amassados | Custos altos de funilaria |
| Vento forte | Queda de árvores e placas | Bloqueio de vias e desvios |
Leitura de quem vive a estrada
Motorista experiente aprende a “ouvir” o asfalto. Quando o ruído muda e o volante fica leve demais, é sinal de água acumulada. Nessa hora, tirar o pé, segurar firme e deixar o carro recuperar contato com o chão vale mais do que qualquer sistema eletrônico.
Classificação dos alertas do Inmet
- Amarelo: perigo potencial
- Laranja: situação perigosa, com risco real a pessoas e bens
- Vermelho: grande perigo, com chance elevada de danos graves
O dia pede cautela, paciência e, se possível, mudança de planos. Em cenário de tempestade com vento e granizo, a melhor decisão muitas vezes não é dirigir melhor, é simplesmente esperar a chuva passar.














