CNH tem toxicológico retomado na 1ª habilitação A e B após veto cair no Congresso

Congresso restabelece o toxicológico na 1ª CNH A e B após derrubar o veto, amplia a regra usada em C, D e E e determina aplicação imediata, alterando custo e etapa de habilitação.
Publicado por em Brasil dia | Atualizado em

O exame toxicológico voltou ao centro do debate nacional depois que o Congresso restabeleceu a exigência para a primeira CNH nas categorias A e B. A decisão altera o caminho de quem pretende iniciar a vida ao volante, já que o teste, antes restrito às categorias profissionais, passa a integrar também o processo de habilitação de motociclistas e motoristas de passeio.

Pontos Principais:

  • Veto derrubado recoloca o toxicológico na primeira CNH A e B.
  • Regra já era aplicada nas categorias C, D e E.
  • Aplicação passa a ser imediata após publicação da lei.
  • Decisão altera custos e etapas para novos condutores.
Congresso derruba o veto e retoma o toxicológico na 1ª CNH A e B, estendendo a exigência já usada em C, D e E com vigência imediata, o que muda custos e etapas da habilitação.
Congresso derruba o veto e retoma o toxicológico na 1ª CNH A e B, estendendo a exigência já usada em C, D e E com vigência imediata, o que muda custos e etapas da habilitação.

O veto do Executivo caiu com ampla margem nas duas casas, sinal de que a maioria dos parlamentares entendeu o exame como parte do pacote de segurança viária aprovado neste ano dentro do projeto da chamada CNH Social. A medida passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial, o que coloca o novo requisito em efeito imediato para todo candidato às categorias A e B.

Hoje, o toxicológico já é obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que atuam no transporte de cargas e passageiros. A extensão para A e B muda a dinâmica de entrada no sistema de habilitação e reposiciona o teste como ferramenta de controle em um universo muito maior de condutores.

A queda do veto também confronta o argumento inicial do governo, que apontava aumento de custos e risco de ampliação da condução irregular. O Legislativo, no entanto, avaliou que o impacto financeiro é secundário diante do reforço na fiscalização, de acordo com matéria do G1.

No cenário prático, autoescolas e centros de formação terão de ajustar seus processos, e candidatos precisarão incluir o exame no planejamento, tanto de tempo quanto de orçamento. A mudança amplia o escopo regulatório, mas também pressiona a cadeia de formação de motoristas, que já convive com demandas crescentes por atualização normativa.

Quando a norma for aplicada, o Brasil terá um dos modelos de habilitação mais rígidos da América Latina na fase inicial de concessão da CNH, aproximando o processo civil das exigências tradicionalmente destinadas ao transporte profissional.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.