Ministros, mensagens e resort: o caso que pressiona o Ministro Dias Toffoli e pode mudar o rumo da investigação do Banco Master

O telefone apreendido, o resort e o impasse: a crise que cerca Toffoli ganha novo capítulo
Publicado por em Brasil e Política dia | Página 3/4
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A Polícia Federal investiga transferências de recursos feitas por uma empresa ligada a um resort no Paraná ao ministro do STF Dias Toffoli. Os valores teriam sido pagos por uma companhia associada ao empreendimento Tayayá, registrada em nome de dois irmãos do magistrado. Segundo relatos feitos por ele a interlocutores, os repasses ocorreram por participação societária familiar, explicação que ele apresentou pela primeira vez de forma detalhada.

Negócio familiar e fundo ligado ao Banco Master

Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores envolve pagamentos posteriores à venda da participação dos parentes ao fundo Arleen. O grupo entrou na sociedade em 2021 ao comprar cotas que pertenciam aos irmãos e a um primo do ministro.

Estrutura societária sob análise

  • O fundo Arleen adquiriu participação no resort em 2021
  • Ele pertence a outro fundo, o Leal
  • O Leal é associado a pessoa próxima ao dono do Banco Master

Mensagens encontradas em celular ampliam pressão

No celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante investigação, a PF localizou conversas que citariam o nome de Toffoli. O material foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin, junto com pedido para aprofundamento das apurações. Qualquer avanço formal depende de autorização da própria corte, já que o ministro é relator do caso principal envolvendo o banco.

Pedido de suspeição e reação das partes

Posições oficiais

Parte Posição
Gabinete de Toffoli Afirma que o pedido da PF se baseia em ilações e que a polícia não tem legitimidade
Defesa de Vorcaro Diz haver preocupação com vazamentos e pede investigação imparcial
Ministros do STF Avaliam que suspeição é prerrogativa exclusiva da PGR

A Procuradoria-Geral da República já havia rejeitado solicitação semelhante apresentada por parlamentares. Ainda assim, Fachin notificou Toffoli para apresentar manifestação formal, seguindo o rito interno.

Clima de tensão cresce dentro do Supremo

Segundo a Folha, as novas revelações aumentaram a pressão para que o ministro se declare impedido de relatar o processo. Integrantes do tribunal discutem nos bastidores se a permanência dele no caso pode fragilizar a credibilidade da apuração. A auxiliares, Toffoli afirma não ver motivo para se afastar.

O episódio ocorre em meio a investigações mais amplas sobre o Banco Master, que já identificaram menções a autoridades políticas e outras figuras públicas. Esse conjunto de elementos, segundo investigadores, indica que novas frentes podem ser abertas no Supremo caso surjam indícios adicionais.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.