PF faz operação após descoberta de dados de Alexandre de Moraes em base ilegal: Entenda o que a investigação revelou sobre acesso a sistemas
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação para desarticular um grupo suspeito de acessar ilegalmente sistemas e bases de dados governamentais e privadas. A investigação, chamada de Operação Dataleaks, apura a atuação de uma organização criminosa que teria obtido, manipulado e comercializado informações pessoais e sensíveis extraídas de diferentes bancos de dados.
Entre os registros identificados pelos investigadores estariam dados pessoais do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
A operação ocorre por determinação do próprio Supremo Tribunal Federal e envolve o cumprimento de mandados judiciais em três estados.
Mandados são cumpridos em três estados
Segundo a Polícia Federal, a operação mobiliza equipes em diferentes regiões do país. Ao todo, estão sendo cumpridas medidas judiciais em:
- São Paulo
- Tocantins
- Alagoas
As ações incluem quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária contra suspeitos de participação no esquema investigado.
A investigação busca identificar a estrutura utilizada para acessar os sistemas e o caminho percorrido pelas informações depois de obtidas ilegalmente.
Base de dados irregular foi identificada
De acordo com a Polícia Federal, a apuração teve início após a identificação de uma base de dados não oficial alimentada com informações provenientes de acessos indevidos a sistemas públicos.
Essa base reuniria dados pessoais e registros considerados sensíveis, coletados sem autorização a partir de diferentes plataformas.
A investigação começou após a identificação de uma base de dados não oficial abastecida com informações obtidas por meio de acessos indevidos a sistemas governamentais.
A presença de dados do ministro Alexandre de Moraes entre os registros encontrados levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, que autorizou as medidas solicitadas pela Polícia Federal.
Suspeita de esquema de coleta e venda de informações
Segundo os investigadores, o grupo investigado teria estruturado um esquema para obtenção irregular de informações. Após a coleta dos dados, as informações seriam manipuladas ou comercializadas.
A polícia também apura se os dados foram utilizados para outros tipos de atividades ilegais, como fraude ou disseminação de informações.
Entre os crimes que podem ser imputados aos investigados estão:
- Organização criminosa
- Invasão de dispositivo informático
- Furto qualificado mediante fraude
- Corrupção de dados
- Lavagem de dinheiro
As penas associadas a esses crimes podem variar de acordo com a participação de cada investigado e com o volume de informações acessadas ilegalmente.
Investigação continua em andamento
A Operação Dataleaks representa mais um desdobramento de investigações relacionadas ao acesso irregular a sistemas digitais e ao comércio de dados pessoais no país.
Nos últimos anos, autoridades têm intensificado o monitoramento de grupos que exploram bases de dados públicas e privadas para coleta e venda de informações sensíveis.
As buscas realizadas nesta quinta-feira devem ajudar os investigadores a identificar equipamentos, documentos e registros digitais que possam esclarecer a estrutura do esquema investigado e a extensão do acesso indevido às bases de dados.
A Polícia Federal informou que novas informações poderão ser divulgadas à medida que as diligências avancem e que os materiais apreendidos sejam analisados.
Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil.














