O incêndio no Velódromo do Parque Olímpico começou às 4h17 desta quarta-feira (8), no Rio de Janeiro, mobilizando 60 bombeiros de seis quartéis e mais de 20 viaturas. Até a última atualização, não havia confirmação de feridos nem causa definida para as chamas.
O fogo atingiu o telhado da estrutura localizada na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra Olímpica, zona sudoeste do Rio. A operação contou com equipes especializadas e uso de escada Magirus para alcançar a cobertura, tomada por fumaça intensa.
A mobilização envolveu seis unidades do Corpo de Bombeiros, o que indica a complexidade do combate às chamas. A presença de grande quantidade de fumaça e o foco no alto da estrutura dificultaram o controle inicial do incêndio.
A causa do incêndio ainda não foi confirmada. Há versões divergentes entre autoridades. O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o fogo teria começado em uma sala do Museu Olímpico, no último andar, e se espalhado pela lona do teto.
Já o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, Luciano Sarmento, indicou que o foco inicial teria sido externo, com o museu preservado. Segundo ele, a rápida atuação evitou um cenário mais grave dentro da estrutura.
O incêndio atingiu diretamente o teto do Velódromo, área sensível da construção. Ainda não há balanço oficial sobre danos estruturais, mas imagens mostram a cobertura sendo consumida pelas chamas.
A ausência de confirmação sobre feridos indica que, até o momento, não houve vítimas, mas a avaliação completa dos danos depende de vistoria técnica após o controle total do fogo.
O Velódromo foi construído para os Jogos Olímpicos Rio 2016, sendo a última instalação entregue, ao custo de R$ 143 milhões. Desde então, passou a ser utilizado para competições e treinamentos de ciclismo de pista.
Em agosto do ano passado, o local recebeu o Rio Museu Olímpico, instalado na parte superior da estrutura. O espaço ocupa 1.700 m² e reúne quase 80 atividades interativas, com itens como medalhas, tochas e bolas utilizadas nos Jogos.
O histórico do Velódromo inclui dois incêndios em 2017, ambos causados por queda de balões. Naquelas ocasiões, os danos foram considerados menores em comparação com o cenário atual.
O novo incêndio reacende o alerta sobre a vulnerabilidade da cobertura e levanta questionamentos sobre segurança e manutenção da estrutura, que segue sendo um dos principais legados esportivos da Olimpíada no Rio.