IPRF 2026: os cinco tropeços que mais jogam o contribuinte na malha fina

5 maiores erros no IRPF: Antes de enviar a declaração, brasileiros descobrem erros simples que levam à malha fina em 2026
Publicado por em Economia dia | Atualizado em | Página 2/6
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A declaração do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada. A Receita Federal do Brasil utiliza sistemas cada vez mais eficientes de cruzamento de dados, comparando informações enviadas por empresas, bancos, hospitais e imobiliárias com o que o contribuinte declara. Qualquer divergência pode levar a declaração para a malha fina e atrasar a restituição.

Entre os erros mais comuns estão a omissão de rendimentos, como salário de segundo emprego, aluguel, pensão ou trabalhos como freelancer, além do lançamento incorreto de despesas médicas. Também são frequentes falhas no cadastro de dependentes, como incluí-los em duas declarações diferentes ou esquecer de informar rendimentos recebidos por eles.

Outro ponto que exige cuidado é a atualização de bens e investimentos. Repetir valores do ano anterior sem conferir os saldos em 31 de dezembro ou deixar de declarar ganhos com ações, fundos imobiliários e títulos públicos pode gerar inconsistências. Especialistas recomendam utilizar a declaração pré-preenchida e revisar todos os dados antes do envio.

Erro 1: Esquecer rendimentos de investimentos

Com o avanço das aplicações em ações, fundos imobiliários e títulos públicos, aumentaram também as retenções por falhas nesse campo. A Receita cruza automaticamente os dados informados pelas corretoras com o que aparece na declaração.

Ignorar ganhos, omitir prejuízos ou lançar valores diferentes dos informes é convite para cair na malha fina. A conferência deve ser feita com base exclusiva nos documentos enviados pelas instituições financeiras.

  • Use o informe oficial da corretora.
  • Declare lucros e prejuízos.
  • Informe a posição dos investimentos em 31 de dezembro.

Erro 2: Não atualizar bens e saldos bancários

Repetir números do ano anterior sem verificar o saldo correto em 31 de dezembro é falha recorrente. Contas correntes, aplicações e outros bens precisam refletir a situação exata na data de encerramento do ano-calendário.

No caso de veículos, o valor deve permanecer o de aquisição, sem ajuste ao preço de mercado. Alterar esse dado por conta própria pode gerar inconsistência no cruzamento.

  • Atualize saldos conforme extratos de 31 de dezembro.
  • Mantenha o valor original de compra de veículos.
  • Registre compra ou venda quando ocorrer.

Erro 3: Informar dependentes de forma incorreta

A inclusão do mesmo dependente em duas declarações diferentes é um dos motivos mais comuns de retenção. O sistema identifica duplicidade com rapidez e bloqueia a restituição.

Também é frequente esquecer de declarar rendimentos recebidos pelo dependente, como salário ou bolsa. Todo valor vinculado a ele deve aparecer na declaração do titular.

  • Evite duplicidade de dependentes.
  • Declare os rendimentos recebidos por eles.
  • Revise CPF e dados cadastrais antes do envio.

Erro 4: Declarar despesas médicas incorretas

Despesas médicas estão entre as principais causas de retenção. Informar valores diferentes dos recibos ou lançar gastos que não são dedutíveis gera inconsistência imediata.

A Receita compara os dados declarados com informações fornecidas por prestadores de serviço. Divergências simples costumam ser suficientes para levar a declaração à análise.

  • Declare apenas despesas permitidas.
  • Use os valores exatos dos comprovantes.
  • Guarde recibos e notas fiscais.

Erro 5: Omitir rendimentos

Deixar de informar salários de outro emprego, aluguéis, pensões ou trabalhos autônomos é o principal motivo de malha fina. A Receita recebe dados de empresas e instituições financeiras.

Mesmo rendimentos eventuais precisam ser declarados. A omissão costuma atrasar a restituição e exigir explicações posteriores ao Fisco.

  • Informe todas as fontes de renda.
  • Inclua rendimentos de trabalho extra.
  • Confira os informes antes de transmitir.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.