Com a aproximação do período de entrega da declaração do Imposto de Renda de 2026, contribuintes começam a reunir os documentos necessários para preencher os dados referentes ao ano-base de 2025. Entre eles, o informe de rendimentos é considerado a principal referência para conferir salários, aplicações financeiras e valores de imposto já recolhidos.
Esse documento reúne informações enviadas por empresas, bancos, corretoras e outras instituições que efetuaram pagamentos ao contribuinte ao longo do ano. A função principal do informe é permitir que o declarante compare os valores registrados pelas fontes pagadoras com aqueles que serão informados na declaração à Receita Federal.
Embora o documento seja essencial para preencher o formulário corretamente, ele não precisa ser enviado junto com a declaração. As informações já são transmitidas eletronicamente pelas instituições responsáveis e utilizadas pela Receita em sistemas de cruzamento automático de dados.
O documento consolida diferentes tipos de receitas e pagamentos registrados durante o ano anterior. Ele funciona como um retrato fiscal da relação financeira entre o contribuinte e cada instituição que efetuou pagamentos.
O documento também apresenta valores de imposto retido na fonte e contribuições previdenciárias, dados que são utilizados pela Receita Federal para validar as informações declaradas pelo contribuinte.
O informe funciona como base de conferência da Receita Federal. As informações enviadas pelas fontes pagadoras são cruzadas automaticamente com a declaração do contribuinte.
A avaliação é do contador Erick Nuñez, CEO da Tag Contabilidade. Segundo ele, divergências entre os valores declarados e aqueles informados pelas empresas podem gerar inconsistências no sistema.
Não existe um documento único que reúna todas as informações financeiras do contribuinte. Cada fonte pagadora emite o seu próprio informe de rendimentos.
| Fonte pagadora | Documento emitido |
|---|---|
| Empregador | Informe com salários e imposto retido |
| Bancos | Informe com rendimentos de aplicações |
| Corretoras | Informe com dividendos e investimentos |
| Planos de saúde | Informe de despesas médicas |
| INSS | Informe de benefícios previdenciários |
Isso significa que um contribuinte pode precisar reunir vários documentos antes de iniciar o preenchimento da declaração.
As instituições costumam disponibilizar o documento de diferentes formas. Em muitos casos, ele é enviado diretamente ao contribuinte ou disponibilizado em plataformas digitais.
Também é possível verificar os dados informados à Receita Federal por meio do portal e-CAC, no serviço de consulta de rendimentos informados por fontes pagadoras.
Essa consulta permite visualizar exatamente o que foi reportado ao Fisco, embora não substitua oficialmente o documento emitido pela empresa.
O contribuinte também pode utilizar a declaração pré-preenchida, disponível no programa do Imposto de Renda, no aplicativo Meu Imposto de Renda ou no portal e-CAC.
Esse sistema importa automaticamente parte das informações enviadas por bancos, empresas e outras instituições.
Mesmo com a automatização, especialistas recomendam revisar cuidadosamente todos os dados antes do envio.
Se o contribuinte declara um valor diferente do que a fonte pagadora informou à Receita, o sistema identifica automaticamente a divergência.
Caso o contribuinte não tenha recebido algum informe de rendimentos, a recomendação é entrar em contato diretamente com a instituição responsável.
Empregadores, bancos, corretoras, operadoras de saúde e o Instituto Nacional do Seguro Social são obrigados a fornecer o documento dentro do prazo legal.
Se o informe não for entregue ou contiver erros, a penalidade é aplicada à fonte pagadora. A multa prevista é de R$ 41,43 por documento não entregue ou incorreto.
Enquanto isso, o contribuinte pode reunir documentos alternativos, como holerites, extratos bancários ou comprovantes disponíveis em aplicativos e plataformas digitais, para preencher a declaração provisoriamente.
Especialistas também recomendam consultar o portal e-CAC para verificar quais informações já foram transmitidas à Receita.
A data oficial de abertura do prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 ainda não havia sido divulgada pela Receita Federal até o início de março, mas tradicionalmente o anúncio ocorre na primeira quinzena do mês, quando o calendário completo do processo passa a ser definido por instrução normativa do órgão.