Copa do Mundo 2026: jogos do Irã foram cancelados, quem vai substituir eles na Copa? Iraque e Emirados Árabes estão em destaque

Irã fora do Mundial: entenda por que Iraque e Emirados Árabes aparecem como possíveis herdeiros da vaga
Publicado por em Esportes dia | Página 2/4
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A possibilidade de o Irã ficar fora da Copa do Mundo de 2026 começou a movimentar os bastidores da Fifa e abriu um cenário incomum para a organização do torneio. Após a escalada militar no Oriente Médio e declarações do governo iraniano de que não há condições de disputar o Mundial, dirigentes do futebol internacional passaram a discutir possíveis alternativas caso a seleção confirme a desistência.

A competição será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá e marcará a primeira edição com 48 seleções. A eventual saída do Irã colocaria a Fifa diante de uma decisão inédita: substituir o país classificado nas eliminatórias ou disputar o torneio com uma equipe a menos.

Iraque e Emirados aparecem como principais candidatos

Nos bastidores da entidade, duas seleções asiáticas passaram a ser apontadas como possíveis substitutas caso a Fifa opte por preencher a vaga deixada pelo Irã.

Entre as alternativas discutidas estão:

  • Iraque
  • Emirados Árabes Unidos

O Iraque ainda disputa a repescagem internacional que pode garantir uma vaga direta no Mundial. A seleção enfrenta, no final de março, o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname em um duelo decisivo que será realizado no México.

Caso o Iraque seja derrotado nessa repescagem, a equipe passaria a figurar como principal candidata a ocupar a vaga iraniana. Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos também entram no radar, já que foram a seleção asiática melhor posicionada nas eliminatórias que acabou ficando fora da Copa.

Outra hipótese envolve repescagem internacional

Uma terceira possibilidade discutida entre dirigentes seria utilizar o resultado da própria repescagem para definir o substituto.

Nesse caso, o chamado sistema conhecido no esporte como lucky loser, expressão usada principalmente em torneios de tênis para designar um competidor que perde na fase classificatória, mas acaba herdando uma vaga após desistência de outro participante.

Se esse modelo fosse aplicado, a vaga poderia ser herdada por quem perder o confronto decisivo contra o Iraque, que pode envolver duas seleções sul-americanas e caribenhas.

  • Bolívia
  • Suriname

A escolha desse caminho não alteraria o equilíbrio continental do grupo já definido para a primeira fase.

Grupo do Irã já está definido no Mundial

No sorteio realizado pela Fifa em dezembro, a seleção iraniana foi colocada no Grupo G da Copa do Mundo. A chave reúne equipes de diferentes confederações, o que facilita uma eventual substituição sem necessidade de novo sorteio.

O grupo atualmente é formado por:

  • Bélgica
  • Egito
  • Nova Zelândia
  • Irã

Os três jogos da fase de grupos envolvendo o Irã estão programados para acontecer nos Estados Unidos.

Irã x Nova Zelândia 15 de junho Inglewood, Califórnia
Irã x Bélgica 21 de junho Inglewood, Califórnia
Irã x Egito 26 de junho Seattle, Washington

Fifa também pode manter o torneio com 47 seleções

O regulamento da entidade prevê liberdade para definir a solução em caso de desistência de uma seleção classificada.

Entre as alternativas consideradas está simplesmente manter o torneio com um participante a menos. Nesse cenário, a Copa do Mundo seria disputada com 47 seleções.

Outra consequência possível envolve punições esportivas à federação iraniana caso a desistência seja confirmada.

O regulamento prevê multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão, para seleções que abandonem o torneio.

Além da penalidade financeira, a federação também poderia sofrer sanções esportivas e até suspensão temporária de competições organizadas pela Fifa, incluindo torneios masculinos, femininos e categorias de base.

Decisão ocorre em meio a guerra no Oriente Médio

A crise diplomática que colocou a participação do Irã em dúvida começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças militares dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques contra instalações iranianas.

O líder supremo Ali Khamenei morreu no primeiro dia da ofensiva, segundo autoridades do país. Após o episódio, o filho do líder, Mojtaba Khamenei, foi apontado como sucessor no comando político do Irã.

Desde então, confrontos militares se intensificaram na região, com ataques a bases americanas e a aliados no Golfo, além de impactos em rotas estratégicas de energia, incluindo o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula parte significativa do petróleo mundial.

Enquanto o conflito continua sem perspectiva de cessar-fogo, a Fifa acompanha o caso e ainda não anunciou oficialmente qual caminho adotará caso a seleção iraniana confirme que não disputará a Copa do Mundo de 2026.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.