Trump abriu as portas para o Irã na Copa do Mundo 2026: A fala revelada por Infantino expõe um bastidor político que poucos esperavam

Declaração de Trump sobre o Irã na Copa do Mundo 2026 surge após ataques militares e amplia debate diplomático no futebol
Publicado por em Esportes dia | Página 3/4
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A participação da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 voltou ao centro do debate internacional após uma declaração do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou pessoalmente que o Irã será bem-vindo para disputar o torneio, mesmo em meio à escalada militar no Oriente Médio.

A Copa do Mundo será realizada entre junho e julho de 2026 e terá sedes compartilhadas entre Estados Unidos, México e Canadá. A edição marcará a primeira vez em que o torneio contará com 48 seleções.

A declaração de Infantino foi publicada em suas redes sociais após conversas com autoridades americanas, num momento em que crescem dúvidas sobre a presença da equipe iraniana no Mundial.

“Durante nossa conversa, o presidente Trump reiterou que a seleção do Irã é, claro, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”, afirmou Infantino.

Dúvidas surgiram após escalada militar

O debate sobre a participação do Irã ganhou força depois dos ataques realizados em 28 de fevereiro contra instalações iranianas, conduzidos por forças dos Estados Unidos e de Israel. A ofensiva desencadeou um novo ciclo de confrontos militares na região e aprofundou a tensão diplomática entre os países.

Logo após o início do conflito, dirigentes do futebol iraniano passaram a discutir a possibilidade de boicotar o torneio.

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou que a decisão sobre disputar ou não a Copa dependeria das autoridades esportivas e políticas do país.

Além da hipótese de desistência voluntária, analistas internacionais passaram a levantar outro cenário: a possibilidade de os Estados Unidos restringirem a entrada da delegação iraniana por motivos de segurança.

Os jogos da seleção do Irã na fase de grupos estão programados para ocorrer em duas cidades americanas.

  • Los Angeles
  • Seattle

Infantino defende papel do futebol na diplomacia

Ao comentar o episódio, o presidente da Fifa afirmou que o futebol pode desempenhar um papel simbólico em momentos de tensão internacional.

Segundo ele, eventos esportivos globais tendem a funcionar como espaços de encontro entre países que mantêm relações políticas complexas.

“Todos precisamos, mais do que nunca, de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas”, escreveu o dirigente.

Infantino também agradeceu o apoio do governo americano à presença do Irã no torneio, ressaltando que o posicionamento demonstra uma tentativa de separar a competição esportiva das disputas geopolíticas.

Relação próxima entre Infantino e Trump

A aproximação entre o presidente da Fifa e o governo americano tem sido observada desde o início da atual administração em Washington.

Infantino foi o único representante do esporte internacional presente na cerimônia de posse de Donald Trump. No ano passado, o dirigente também entregou ao presidente americano um prêmio simbólico da entidade chamado Prêmio Fifa da Paz.

Os critérios de concessão da premiação não foram divulgados publicamente.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.