Pat Burgener nas Olimpíadas de Inverno 2026: horário e onde assistir o brasileiro no snowboard

Brasil estreia no snowboard em Milão-Cortina com Pat Burgener e Augustinho Teixeira sonhando com medalha inédita na tarde desta quarta.
Publicado por em Esportes dia
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A tarde desta quarta-feira, 11 de fevereiro, terá sotaque brasileiro na neve italiana. A partir das 15h30, Pat Burgener e Augustinho Teixeira entram na pista de snowboard das Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026 com uma mistura conhecida de expectativa e improviso, marca histórica de um país que insiste em disputar espaço onde quase não há tradição.

A transmissão será feita pela CazeTV, mas o roteiro vai além da tela. Burgener, sexto colocado do ranking mundial na categoria, chega como o nome mais próximo de um feito inédito. Nesta temporada, subiu ao pódio em etapa da Copa do Mundo e consolidou o que já vinha sendo ensaiado nos últimos anos: o Brasil pode, sim, olhar para o snowboard sem ironia.

Pat Burgener carrega sonho de medalha inédita para o Brasil

O histórico recente sustenta a esperança com cautela. Em Pequim 2022, Burgener terminou na 11ª colocação. Quatro anos antes, em PyeongChang 2018, ficou em quinto lugar, o melhor resultado brasileiro na modalidade. Nascido na Suíça, optou por defender o Brasil e se transformou em símbolo de uma geração que cresceu fora do eixo tropical, mas carrega no uniforme a bandeira verde e amarela.

A concorrência não oferece trégua. Japoneses e australianos chegam como favoritos naturais, acostumados a finais e pódios. No snowboard olímpico, detalhes decidem trajetórias, e um erro mínimo pode empurrar anos de preparação para fora da disputa.

Augustinho Teixeira amplia presença brasileira na neve

Augustinho Teixeira completa a dupla brasileira. Ainda em fase de consolidação no circuito, ele representa a ampliação da base nacional em esportes de inverno, uma aposta de longo prazo. Se Burgener mira o topo, Teixeira simboliza continuidade.

Em um país onde o calor dita a rotina, cada participação nos Jogos de Inverno soa como exceção. Ainda assim, o Brasil volta à pista com ambição medida, mas real. Não se trata apenas de classificação ou tabela, e sim da chance de romper um limite simbólico.

A estreia desta quarta pode não mudar o mapa do esporte nacional de imediato. Mas, se houver pódio, será histórico. Se não houver, o simples fato de disputar entre os melhores do mundo já é, para o Brasil na neve, um gesto de insistência que desafia a geografia.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.