BYD Dolphin não consegue ser emplacada no Brasil? atrasos passam de um mês e revelam problema inesperado
A compra de um carro novo costuma vir acompanhada da expectativa de sair da concessionária pronto para rodar. Nos últimos meses, porém, alguns compradores de veículos da BYD no Brasil relatam uma situação diferente: a demora para conseguir emplacar o carro após a emissão da nota fiscal.
Há casos em que a espera ultrapassa um mês, período em que os proprietários ficam impedidos de circular normalmente com o veículo. O problema tem relação com o registro dos carros em um sistema nacional que reúne os dados oficiais de todos os veículos autorizados a rodar no país.
Registro na base nacional de veículos
Antes de um carro ser emplacado, ele precisa ser incluído na Base de Índice Nacional, conhecida pela sigla BIN. O banco de dados é administrado pelo Senatran e reúne informações técnicas e de identificação de todos os veículos que circulam no Brasil.
Sem esse registro, o sistema não gera documentos essenciais para o processo de emplacamento.
- Registro do veículo no sistema nacional
- Geração do Renavam
- Emissão da ATPV-e
- Autorização para produção da placa
A responsabilidade de registrar cada veículo na base nacional é da fabricante. Enquanto esse cadastro não aparece no sistema, o processo de emplacamento fica travado.
Clientes relatam semanas de espera
Entre os relatos está o caso de um comprador de Brasília que aguardou cerca de um mês para conseguir emplacar um BYD Dolphin GS.
A nota fiscal do carro foi emitida em janeiro, mas a placa só foi liberada no fim de fevereiro. Durante esse período, o veículo não poderia circular livremente pelas ruas.
A legislação brasileira prevê prazos específicos para veículos sem placas.
- Até 15 dias para circulação após emissão da nota fiscal
- Deslocamento permitido apenas entre concessionária e órgão de trânsito
Após esse prazo, o proprietário pode ser multado caso circule com o carro ainda sem placa.
Reclamações registradas na internet
Relatos semelhantes começaram a aparecer em plataformas de reclamação na internet ao longo de fevereiro. Casos registrados indicam veículos faturados entre 16 e 23 de janeiro que ainda não estavam liberados para emplacamento semanas depois.
Alguns clientes afirmam que concessionárias mencionaram dezenas ou até centenas de carros aguardando regularização no sistema.
Em um dos episódios relatados, o proprietário afirmou ter recebido multa de trânsito para conseguir concluir o processo de emplacamento.
Resposta da BYD
Procurada para comentar o assunto, a BYD afirmou que houve lentidão no processo de registro de alguns veículos na base nacional.
Segundo a empresa, ajustes internos em sistemas e rotinas operacionais teriam provocado instabilidades no envio de dados necessários para o cadastro dos veículos.
A fabricante afirma que as mudanças já foram implementadas e que trabalha para regularizar os emplacamentos pendentes.
A empresa também declarou acompanhar a situação para garantir que os registros sejam concluídos dentro dos prazos legais.
Problemas podem continuar mesmo após o emplacamento
Em alguns casos, a regularização ocorreu apenas parcialmente. Há relatos de veículos que receberam placas, mas ainda apresentaram inconsistências no sistema de identificação.
As placas padrão Mercosul utilizam um QR code que substitui o antigo lacre metálico. O código permite que autoridades confirmem a autenticidade da placa durante fiscalizações.
Quando esse código não está ativo no sistema, a verificação pode falhar, o que impede o veículo de circular normalmente até que o registro seja completamente regularizado.
Com a ampliação da presença da BYD no mercado brasileiro e o aumento das vendas de carros elétricos da marca, o processo de registro e emplacamento dos veículos passa a ser observado de perto por compradores e concessionárias enquanto os casos pendentes seguem sendo resolvidos nos órgãos de trânsito.














