O carro elétrico já é mais barato de manter no Brasil, com economia que pode passar de R$ 32 mil em três anos frente a modelos a combustão de preço similar.
Essa conclusão vem da comparação direta entre o Geely EX2 Max e rivais como Volkswagen Tera, Hyundai Creta e Chevrolet Onix Plus, considerando uso real de 15 mil km por ano.
O custo anual de energia do EX2 Max é de cerca de R$ 1.068, enquanto os modelos a gasolina variam entre R$ 6.950 e R$ 8.148 no mesmo período.
Na prática, isso significa gastar até 7 vezes menos por ano para rodar a mesma distância, considerando gasolina a R$ 6,78 por litro e energia a R$ 0,65/kWh.
Sim, o elétrico também reduz custos fixos. O IPVA do EX2 Max fica em cerca de R$ 2.736 por ano em São Paulo, contra valores entre R$ 5.300 e R$ 6.200 nos rivais.
Além disso, revisões são mais baratas no elétrico, somando aproximadamente R$ 1.300 em três anos, enquanto os modelos a combustão passam de R$ 1.800 e chegam a mais de R$ 2.500.
O custo total do EX2 Max em três anos é de cerca de R$ 12.722, muito abaixo dos concorrentes a combustão.
A economia pode ultrapassar R$ 26 mil frente ao Onix Plus e mais de R$ 32 mil em relação ao Creta no mesmo período.
A diferença de preço praticamente deixou de ser barreira. O EX2 Max custa R$ 136.800, muito próximo do Tera, que parte de R$ 133.190, e do Onix Plus, de R$ 139.390.
Mesmo o Creta, mais caro, a R$ 156.590, entra na comparação por ser um SUV compacto bem equipado.
O EX2 Max entrega bom aproveitamento interno com entre-eixos de 2,65 m, maior que o Tera e superior ao Onix Plus, favorecendo o espaço para passageiros.
No porta-malas, oferece 375 litros mais 70 litros extras na dianteira, enquanto o Onix lidera com cerca de 500 litros e o Creta passa de 420 litros.
Em tecnologia, o elétrico traz central multimídia grande, painel digital, câmeras 360 graus e assistências como controle adaptativo e frenagem automática.
Vale a pena quando o preço é próximo ao de modelos a combustão e o uso inclui recarga residencial, cenário em que a economia é comprovada.
O carro elétrico ainda enfrenta limitações de infraestrutura de recarga, mas já deixou de ser promessa futura e passou a ser alternativa viável no presente, principalmente pelo custo total de uso muito menor.