Toyota lançou o novo RAV4 2026 no Brasil com preços a partir de R$ 317.190 e até R$ 349.290, ficando mais de R$ 30 mil mais barato na versão de entrada e tentando recuperar espaço no segmento de SUVs médios híbridos.
O modelo chega com motor híbrido de 239 cv, consumo de até 15,3 km/l na cidade e autonomia próxima de 900 km, reforçando a estratégia da marca para enfrentar rivais mais baratos e avançados.
O SUV chega em duas configurações no Brasil, mantendo a versão topo e criando uma opção mais acessível para ampliar as vendas.
A estratégia reduz o preço inicial e posiciona o modelo abaixo do Honda CR-V, seu principal concorrente direto.
O conjunto híbrido combina motor 2.5 a combustão com motores elétricos, entregando 239 cv, um ganho de 17 cv sobre a geração anterior.
A aceleração de 0 a 100 km/h fica na casa dos 8 segundos, com condução suave e transições quase imperceptíveis entre os modos elétrico e a combustão.
No consumo, registra 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, podendo chegar a cerca de 20 km/l em uso real, dependendo da condução.
O RAV4 mantém dimensões próximas da geração anterior, com 4,60 metros de comprimento, 2,69 m de entre-eixos e vão livre de até 20 cm.
O porta-malas diminuiu e agora oferece 514 litros na versão S e 456 litros na SX, ficando abaixo de rivais como Haval H6 e CR-V.
Por outro lado, o espaço interno continua amplo, especialmente na segunda fileira, garantindo conforto para passageiros.
O modelo traz painel digital de 12,3 polegadas e central multimídia de até 12,9 polegadas com integração sem fio para smartphones.
Entre os principais itens estão câmera 360°, head-up display na versão topo, carregador por indução e comandos físicos que melhoram a usabilidade.
Na segurança, o pacote inclui sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática, assistente de faixa e monitoramento de ponto cego.
A suspensão foi recalibrada com foco em conforto e estabilidade, usando McPherson na dianteira e multilink na traseira.
O SUV entrega direção precisa, bom isolamento de irregularidades e comportamento seguro em curvas, com atuação eficiente da eletrônica.
Entre os destaques positivos estão desempenho, consumo eficiente, tecnologia embarcada e bom espaço interno.
Já os pontos negativos incluem porta-malas menor e preço elevado frente a concorrentes como o Haval H6, que custa cerca de R$ 224 mil.
O modelo evoluiu em potência, tecnologia e dirigibilidade, além de reduzir o preço inicial para aumentar a competitividade.
Ainda assim, enfrenta forte pressão de SUVs híbridos mais baratos, o que torna o custo-benefício o principal desafio para conquistar o consumidor brasileiro.