A Volkswagen apresentou em São Paulo a nova geração do Tiguan, que chega ao mercado brasileiro em maio por R$ 299.990, com mudanças que vão do conjunto mecânico à eletrônica embarcada, em um movimento direto para responder ao avanço de marcas chinesas no segmento de SUVs médios.
O modelo mantém uma estratégia clara ao apostar no motor 2.0 turbo da família EA888, agora na geração Evo 5, com 272 cavalos e 35,7 kgfm de torque, números que colocam o Tiguan entre os mais rápidos da categoria, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos.
A transmissão automática de oito marchas, fornecida pela Aisin, trabalha em conjunto com a tração integral 4Motion sob demanda, que prioriza o eixo dianteiro e aciona o traseiro conforme a necessidade de aderência.
O consumo declarado é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, sempre com gasolina, resultado que reflete um ajuste aerodinâmico mais eficiente, com coeficiente de arrasto reduzido para 0,28.
A nova geração incorpora o sistema DCC Pro, com amortecedores adaptativos que ajustam compressão e retorno de forma independente, ampliando o controle em diferentes tipos de piso e estilos de condução.
A base segue a plataforma MQB Evo, com suspensão dianteira McPherson e traseira multilink, além de diferencial eletrônico que redistribui torque entre as rodas para manter estabilidade em situações críticas.
O Tiguan amplia o foco em tecnologia ao trazer uma central multimídia de 15 polegadas, painel digital de 10,25 polegadas e head-up display, formando um ambiente totalmente digitalizado.
O destaque é o assistente de voz integrado ao ChatGPT, capaz de interpretar comandos naturais e controlar funções do veículo sem necessidade de comandos rígidos.
O pacote inclui ainda câmera 360 graus, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e leitura de placas, além de iluminação IQ Light Matrix.
Na faixa de preço próxima dos R$ 300 mil, o Tiguan entra em um território dominado por modelos com proposta eletrificada, como BYD Song Plus e GWM Haval H6, que oferecem motorização híbrida e consumo mais eficiente.
A Volkswagen responde com desempenho elevado, tecnologia embarcada e uma rede de concessionárias consolidada, apostando na previsibilidade do conjunto mecânico já conhecido do público brasileiro.
O principal ponto de pressão está na ausência de versão híbrida, que já existe em outros mercados, mas não foi trazida ao Brasil
O resultado é um SUV que aposta em força e refinamento técnico, enquanto os concorrentes avançam com eficiência energética e eletrificação.
A decisão do consumidor passa a depender do peso entre tradição, desempenho e estrutura de pós-venda frente a custo de uso e tecnologia híbrida, em um cenário que segue em transformação no mercado brasileiro.