Erika Hilton denuncia Ratinho: Apresentador do SBT pode ser preso após fala sobre deputada? O que aconteceu nos bastidores e por que o caso virou pedido de investigação
Uma declaração feita ao vivo pelo apresentador Ratinho durante seu programa no SBT desencadeou uma controvérsia que rapidamente ultrapassou o campo do entretenimento e chegou ao debate político e jurídico. A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) solicitou ao Ministério Público de São Paulo a abertura de investigação sobre a fala do apresentador, considerada por ela e por aliados como transfóbica.
A manifestação da parlamentar ocorreu após comentários feitos por Ratinho durante a edição do programa exibida na noite de quarta-feira (11). No trecho que gerou repercussão, o apresentador questionou a decisão que colocou uma mulher trans à frente da Comissão da Mulher, no contexto político citado durante o programa.
Segundo a deputada, o episódio configura um ataque que ultrapassa a divergência de opinião e pode caracterizar crime. O pedido encaminhado ao Ministério Público inclui a solicitação de abertura de inquérito policial e, em caso de condenação, a pena prevista pode chegar a seis anos de prisão.
O que disse Ratinho durante o programa
Durante a transmissão ao vivo, Ratinho comentou a decisão política que colocou uma mulher trans na liderança de uma comissão voltada às pautas femininas. Ao abordar o tema, ele afirmou que não considerava a escolha justa.
“Teve uma votação hoje e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo”, afirmou o apresentador durante o programa.
Na sequência, ele ampliou o comentário ao discutir sua visão sobre o tema, afirmando que, na opinião dele, a comissão deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero. O trecho rapidamente passou a circular nas redes sociais e gerou reações críticas.
Reação da deputada e pedido ao Ministério Público
A repercussão levou Erika Hilton a se manifestar publicamente em suas redes sociais. Na publicação, a deputada classificou a declaração como um ataque e anunciou que levaria o caso às autoridades.
A parlamentar afirmou que a fala do apresentador representaria uma forma de violência verbal e institucional, destacando que o episódio não teria impacto apenas pessoal, mas também simbólico para a população trans.
- Pedido de abertura de investigação pelo Ministério Público de São Paulo
- Solicitação de inquérito policial para apurar possível crime
- Possibilidade de pena de até seis anos caso haja condenação
Resposta da equipe de Ratinho
Procurada para comentar o episódio, a assessoria de comunicação do apresentador informou que ele não pretende se pronunciar publicamente neste momento. A justificativa apresentada pela equipe foi de que o caso já teria assumido dimensão jurídica.
“O apresentador Ratinho não se manifesta quando o assunto é de ordem jurídica”, informou a equipe do comunicador.
Posicionamento do SBT
A emissora também divulgou uma nota oficial após a repercussão do caso. No comunicado, o SBT afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e destacou que as declarações feitas pelo apresentador não refletem a posição institucional da empresa.
Segundo o texto divulgado pela emissora, o conteúdo exibido durante o programa está sendo analisado internamente pela direção da empresa.
- A emissora declarou repudiar discriminação e preconceito
- As falas do apresentador não representariam a opinião do SBT
- O episódio será avaliado internamente pela direção
Enquanto o caso repercute nas redes sociais e no meio político, a solicitação apresentada pela deputada aguarda análise do Ministério Público de São Paulo, que deverá decidir se abre ou não investigação formal sobre as declarações feitas no programa.














